• Carlos Guglielmeli

Em depoimento, Delcídio volta a dizer que CPI do Cachoeira foi “vingança”


O senador cassado, Delcídio do Amaral reafirmou, em depoimento à Justiça Federal do Rio de Janeiro, que Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira foi criada pelo governo do PT como “vingança” contra o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

Ao depor como testemunha no processo da Operação Saqueador, Delcídio disse que uma "operação abafa" foi instalada depois que começaram a mencionar o envolvimento do doleiro Adir Assad, que fazia ponte entre Cachoeira e os petistas.

Preso no ano passado, Assad emitia notas frias, por meio de suas empresas, para beneficiar integrantes do esquema de lavagem de dinheiro da Petrobras. “Havia um ranço da época do mensalão, e especificamente em relação ao governador Marconi Perillo. Na época para ter votos ou não, assinatura suficiente para ter CPI dos Correios ou não, parece que houve um diálogo que não surtiu efeito. Ficou essa mágoa”, disse Delcídio.

Em 2014, o governador goiano foi absolvido das acusações de ligação com o contraventor pelo Conselho Superior do Ministério Público e pela CPI que foi encerrada, ambos por falta de provas ou evidências.

O ex-petista afirmou que as quebras de sigilos da CPI do Cachoeira indicavam empresas “que poderiam levar a doações de campanha e obras em andamento” que atingiam o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Perceberam que o chumbo ia bater em quem queria se vingar, Virou uma CPI nacional. Lula foi incentivador da CPI, porque imaginava que seria uma CPI regional”, completou.


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