• Carlos Guglielmeli

Sucessor de Barusco é preso na 39ª fase da Lava-Jato


Deflagrada a 39ª fase da operação Lava-Jato, a Polícia Federal cumpre seis mandatos, dos quais uma de prisão temporária, aquela sem prazo para soltura, contra o sucessor de Pedro Barusco na Petrobras Roberto Gonçalves.

Apesar de ser procurado no Rio de Janeiro, Gonçalves foi preso em Boa Vista, Roraima. Na sucessão do cargo de direção na estatal, segundo o procurador Robson Pozzobon, “Roberto também se apossou do bastão da corrupção”

Em novembro de 2015 Roberto Gonçalves já havia sido preso pela operação e vinha sendo investigado desde então, na época negou ter contas no exterior e movimentações financeiras ilícitas e por falta de comprovações foi liberado.

Dessa vez os investigadores, de posse de novos depoimentos, receberam documentos das autoridades suíças, que segundo o MPF (Ministério Público Federal) do Paraná, indicam que Gonçalves mantinha contas no país em nome da Offshore Mayana Trading para ocultar a movimentação de propinas.

Os documentos suíços comprovam ao menos um depósito de R$ 300 Mil, até o momento.

Em delação premiada, o ex executivo da construtora Odebrecht, Rogério Araújo, afirmou que havia um acerto para o repasse de R$ 5 Milhões da empreiteira para Roberto Gonçalves como propina para o contrato no âmbito do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Segundo informações do MPF, pessoas físicas e jurídicas ligadas à corretora de Valores Advalor Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários LTDA. Também foram alvos de mandatos. A corretora teria sido usada para dissimulação da origem e pagamentos de propinas.


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