• Carlos Guglielmeli

Sergio Cabral negocia delação premiada às pressas para chegar antes de outros


Sem saída diante da consistência das acusações que se multiplicam, os implicados na Operação Calicute correm para fazer um acordo de delação premiada uns antes dos outros, tudo porque os benefícios na regressão das penas são proporcionais aos novos fatos apresentados individualmente.

Encurralado pelas revelações diárias sobre o esquema de corrupção supostamente chefiado por ele mesmo, o prognóstico de uma pena acima dos 50 anos e a robustez das provas contra si, Sérgio Cabral aparentemente não tem estratégia melhor do que a busca por redução em suas penas.

O Valor anunciou que a defesa do ex-governador já está em negociações avançadas com o Ministério Público Federal (MPF) e com a Procuradoria Geral da República (PGR). Ainda segundo as fontes do veículo de comunicação, as revelações de Cabral podem atingir integrantes do Judiciário e do próprio Ministério Público.

Como outros políticos e empresários também demonstraram interesse na delação, quem chegar primeiro terá mais novidades a contar e consequentemente maiores benefícios nas penas, por isso essa corrida deve dar origem a uma nova leva de delações na Lava-Jato fluminense.

No caso do ex-governador as conversas estão na fase de elaboração de anexos, onde o candidato a delator apresenta aos procuradores os fatos que tem para revelar. Esses fatos são divididos em capítulos, nos quais cada assunto é detalhado. Feito isso, esses documentos são enviados ao Ministério Público que avalia a relevância dos mesmos e decide se eles acrescentam ou não e se trocam a progressão das penas por isso ou não.

Há notícias de que deu-se uma intensa procura por advogados criminalistas no Rio, protagonizada pelos prováveis mencionados.


Publicidade

1/2
Mortos X Curados.png
Precisa explicar?
Curta nossa Fampage.png