• Carlos Guglielmeli

Greve geral tem baixa adesão, mas causa grande desordem pública



Atentos ao que viria das ruas nesta sexta-feira 28/04, os políticos foram unânimes em dizer que esperavam maior adesão à greve geral convocada pelas centrais sindicais.

Dois dias depois da reforma trabalhista ser aprovada em primeira votação na câmara, o resultado da greve geral era esperada para avaliar o tamanho da pressão que o congresso vai sofrer contra a aprovação das reformas. A avaliação do governo foi positiva.

O manifesto aconteceu em todo país e causou grande transtorno à sociedade, nem tanto ou, na maioria dos casos, nada a ver com a quantidade de grevistas, mas muito relacionado a aparente estratégia de interromper o transporte de quem não queria trabalhar e manter a normalidade.

Atos de violência foram registrados com alguma frequência e lamentados pelas autoridades. O mais marcante nas mídias foi o registrado no aeroporto carioca de Santos Dumont, onde manifestantes uniformizados com jalecos da CUT agrediram taxistas que argumentaram contra o fechamento das avenidas.

As manifestações ficaram praticamente limitadas à sindicalistas, militantes políticos e membros de movimentos estudantis que foram hábeis em provocar impacto, disse um de seus dirigentes entrevistado pela TV Globo.

Com menos gente do que era esperado, se opondo às reformas, o Palácio do Planalto fica mais a vontade para negociar os votos que ainda faltam para assegurar a aprovação da reforma da previdência.


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