• Carlos Guglielmeli

José Dirceu é alvo de nova denúncia da Lava Jato no mesmo dia que STF avalia sua soltura


O ex-ministro José Dirceu (PT) foi denunciado pela terceira vez no âmbito da operação Lava Jato.

Na nova denúncia, Dirceu é acusado de ter recebido R$ 2,4 Milhões das empreiteiras Engevix e UTC entre abril de 2011 e outubro de 2014.

Segundo Dellagnol, a acusação evidentemente já estava sendo amadurecida, “É uma acusação que estava para ser oferecida e, em razão da análise de um habeas corpus, teve sua apresentação precipitada para oferecer novos fatos ao STF”.

Além de Dirceu, que já foi condenado a 32 anos de prisão em ações anteriores, outras 4 pessoas foram denunciadas: Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, seu irmão, Walmir Pinheiro Santana, ex-executivo da UTC, João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT e Gerson de Melo Almada, ex-executivo da Engevix.

Detido em Curitiba desde 2015, os procuradores consideram importante que José Dirceu permaneça encarcerado, pois “a liberdade do réu (Dirceu) acarreta sérios riscos para a sociedade em razão da gravidade dos crimes, da reiteração delitiva e da sua influência no ambiente político-partidário. Dirceu já foi condenado por dezena de atos de corrupção e lavagem de dinheiro entre 2007 e 2013, somando mais de R$ 17 Milhões. Muitos crimes foram cometidos e depois do próprio julgamento do Mensalão, o que é um acinte à justiça”, argumentou Dellagnol.

O julgamento do pedido de habeas corpus de José Dirceu acontece na tarde dessa terça-feira, 02/05 e deve levar em consideração essa nova denúncia.


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