• Carlos Guglielmeli

Delação de Marcos Valério é o novo “terremoto” no meio político


Depois de tentativas de acordos frustradas com a PGR (Procuradoria Geral da República) e o MP MG (Ministério Público de Minas Gerais), o publicitário Marcos Valério, um dos protagonistas e condenado no caso Mensalão do PT, fechou um acordo de delação premiada com a PF (Polícia Federal) no âmbito do processo conhecido como mensalão mineiro.

O inquérito em que o publicitário é réu e pretende colaborar com a justiça em troca de benefícios na pena, investiga supostos desvios de dinheiro da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais e da Comig (Companhia Mineradora de Minas Gerais), que teriam abastecido a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo do estado em 1999.

Vazamentos do acordo indicam que as revelações feitas por Valério vão atingir novamente o ex-presidente Lula e os peessedebistas Aécio Neves, Fernando Henrique Cardoso e José Serra.

Em uma parte de suas narrativas, Marcos Valério delatou um esquema de empréstimos fraudulentos com o Banco Rural, que no fim deveriam ser pagos por empreiteiras a título de propina, e o repasse da Usiminhas de R$ 1 Milhão, via caixa dois, também beneficiou as campanhas de Lula, Aécio Neves e José Serra em 2002 e de Fernando Henrique em 1998.

Informações da PF dizem que os 60 anexos oferecidos por Valério já estão no STF (Supremo Tribunal Federal) para homologação, pois o mesmo atinge pessoas com foro privilegiado, porém a Suprema Corte Brasileira não confirma essa informação.


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