• Carlos Guglielmeli

Câmara dos deputados pode definir futuro do governo Temer nesta quarta-feira


A votação que decide o prosseguimento ou não da denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer deve ser realizada nesta quarta-feira, 02/08, a partir das 09 horas.

O governo e a oposição sabem que o presidente já tem os votos necessários para enterrar o problema, porém para que a decisão seja validada são necessários quóruns qualificados, diferentes para cada etapa do rito estabelecido pelo regimento interno da Câmara..

Para abrir a discussão sobre o assunto são necessários um mínimo 52 deputados presentes no plenário, a parir daí o relator Paulo Abi-Ackel (PSDB) poderá defender por 25 minutos o seu relatório aprovado na CCJ, indicando a inadmissibilidade da acusação. Em seguida fala pelo mesmo tempo o advogado de defesa do presidente.

Como o relatório de Abi-Ackel é favorável a Temer, serão 50 minutos de argumentações favoráveis ao presidente.

Conforme estabelecido pelo regimento interno, nesta fase não há espaço para acusação, o que provoca “enorme chiadeira” da oposição que quer dar vozes e reavivar o relatório do deputado Sérgio Zveiter (PMDB), favorável à denúncia.

Em seguida o debate começa, podendo ser encerrado com no mínimo duas manifestações de cada lado e 257 deputados presentes, porém para iniciar a votação será necessário um quórum mínimo de 342 deputados, esse é o número que o governo ainda não tem garantido e a oposição quer evitar.

O esforço do governo é para que esse assunto se encerre na primeira tentativa, porém a oposição assumiu a estratégia de esvaziar a sessão e manter o governo no desgaste pelo máximo de tempo possível.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) disse que vai seguir o regimento interno e não pretende mudar nada, a sessão será aberta no horário previsto e os deputados vão votar ao final do debate, até lá os lados vão se digladiar em busca dos indecisos.


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