• Carlos Guglielmeli

Mesmo se livrando da primeira denúncia oferecida pela PGR, os problemas do presidente Temer não acab


Mesmo se livrando da primeira denúncia oferecida pela PGR, os problemas do presidente Temer não acabaram

Pagar os votos que recebeu na câmara para continuar no Palácio do Planalto com emendas e cargos estava barato para Michel Temer, até porque tudo isso sai do bolso do contribuinte, porém a “fatura” está chegando mais cara do que imaginou. Figurativamente, o presidente vai ter que “pôr a mão no bolço”. Com 263 votos a seu favor na Câmara o presidente se livrou da primeira acusação contra si feita pela PGR (Procuradoria Geral da República). Na teoria, agora Temer poderia e deveria focar nas reformas. Só que não.

Até esse momento o PSDB foi o principal partido aliado do planalto, portanto a legenda tem o maior espaço, quantidade de cargos no governo. Só que na hora de livrar o presidente da denúncia a bancada tucana rachou, dos 47 deputados 21 votaram contra o presidente e 04 se abstiveram ou ausentaram-se.

Na contramão dessa rebeldia caseira, o chamado “centrão”, grupo de partidos formado por PP, PR, PSD, PTB e PRB, juntos ao próprio PMDB do presidente e outros partidos menores, garantiram a vitória de temer e agora estão cobrando ocupar o espaço do PSDB, sob pena de se rebelarem numa próxima oportunidade, caso essa redistribuição de cargos não seja feita.

O problema é que para aprovar a principal reforma pretendida pelo governo, a da previdência, são necessários 308 votos, portanto Temer precisa dos 263 votos que teve a seu favor, dos 21 ausentes ou abstenções, que indiretamente lhe ajudaram, mais os 21 votos dos tucanos que lhe deixaram na mão no caso da denúncia, mas se dizem a favor do projeto.

Temer não pode se dar ao luxo de perder nenhum peessedebista ao atender o centrão e nenhum centrista para manter o PSDB, pois somando todos os votos que o governo acha ter ainda ficam faltando 03 para garantir a aprovação da Reforma da Previdência.

Uma das principais teorias da física diz que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço, porém ao que se vê o presidente vai ter que infringir essa regra para mantes sua base no congresso. Como se diz popularmente, "Michel Temer está em um mato sem cachorros”.


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