• Carlos Guglielmeli

Palocci confessa ser administrador de organização criminosa chefiada por Lula


Em depoimento prestado ao juiz Sérgio Moro o ex-ministro de Lula e Dilma e homem de confiança de ambos, demonstrou estar disposto a colaborar com muito mais do que os maiores otimistas poderiam esperar de alguma delação na Lava Jato.

O ex-ministro petista confessou ser o “italiano” mencionado nas listas generosas de propinas pagas pela construtora Odebrecht e qualificou o ex-presidente Lula como chefe idealizador e controlador de um esquema criminoso.

Segundo Palocci, a finalidade do esquema chefiado por Lula era um projeto de perpetuação de poder e o organograma era uma aliança com empresários dispostos a superfaturar serviços prestados para empresas estatais e devolver parte desse superfaturamento para o PT, seus caciques e aliados.

Palocci cita em seu depoimento uma espécie de “pacto de sangue” feito com Emilio Odebrecht, dono da empreiteira que leva seu nome, segundo ele, para esse acordo Lula o teria chamado para gerenciar esses recursos (propinas).

Como administrador da arrecadação criminosa, Palocci sabe de todos os caminhos percorridos pelo dinheiro, datas, quantias finalidades e destinos, podendo dar para a Lava Jato elementos rastreáveis e concretos que determine definitivamente a participação de Lula e Dilma.

A tática usual dos membros do PT de desqualificar os delatores deve encontrar uma rara dificuldade dessa vez, pois como não sabem quem será citado, ninguém deve querer se indispor como o “italiano”, sem contar que suas informações poderão ser comprovadas materialmente.

O potencial devastador de uma delação de Palocci, principalmente para Lula e Dilma, não deve ficar sem consequências na opinião pública, por isso como pré-candidato o ex-presidente acelera no Nordeste para buscar salvação na imunidade presidencial.


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