• Carlos Guglielmeli

Recibos apresentados pela defesa de Lula geram mais dúvidas do que esclarecem os fatos


Acusado pela justiça por, supostamente, ter recebido um apartamento vizinho ao seu como pagamento propina da construtora Odebrecht em troca da facilitação de 08 contratos daquela empresa com a Petrobras, a defesa do ex-presidente Lula apresentou à justiça os recibos de aluguel do imóvel.

Na teoria esses documento deveriam tirar o peso das acusações contra o ex-presidente, porém algumas circunstâncias estão levando a crer que seria melhor não tê-lo feito.

  1. Se esses recibos sempre existiram, porque só apareceram agora, depois de tanto tempo com inquérito e tramitação do processo?

  2. O suposto proprietário do imóvel, Glauco da Costa Marques, primo do pecuarista Bumlai que está em prisão domiciliar, afirmou em depoimento que não recebeu alugueis entre 2011 e 2014 e que só passou a recebe-los depois que a Operação Lava Jato passou a investigar o caso;

  3. Segundo as Investigações, não há nenhuma transação financeira oficial dos acusados que dê indícios dos pagamentos do aluguel;

  4. Alguns dos 26 recibos entregues pela defesa de Lula estão com datas inexistentes como 31/novembro ou 31/Junho;

  5. A defesa de Costa Marques não contradiz os recibos, mas também não os confirma e diante dos erros de data sugere à Polícia Federal que aprofunde a perícias nos documentos.

Sobre esse erro de datas a defesa de Lula diz que a responsabilidade é do emitente, não da pagadora, D. Maria Letícia, e não comenta nenhum dos outros pontos de dúvidas.


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