• Carlos Guglielmeli

Delação de Funaro abriu duas novas dificuldades para Temer se manter presidente


O operador financeiro do esquema de corrupção que tinha o ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha como personagem central, Lúcio Funaro, colocou mais “duas pedras no caminho” do presidente Michel Temer.

Segundo o delator, ele disponibilizou R$ 1 Milhão para Cunha comprar votos de deputados a favor do Impeachment da ex-presidente Dilma, além disso o doleiro também relatou que sabia que haviam nas propinas que manipulou uma porcentagem destinada ao então vice-presidente Temer. Ratificando o envolvimento de Temer com os valores ilegais, Lúcio Funaro detalhou um episódio em que foi buscar uma caixa de dinheiro com o amigo pessoal e ex-assessor do presidente, José Yunes. “Era uma caixa com R$ 1 Milhão de propina, paga pela Odebrecht, destinada à campanha do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). É lógico que Yunes sabia do que se tratava”.

Pois bem, os vídeos com a delação de Funaro foram aparecer no Site da Câmara dos Deputados e sua divulgação foi duramente criticada pelo advogado de Temer, Eduardo Carnelós, que chamou a exposição de “criminoso vazamento”.

Isso irritou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) que respondeu o defensor dizendo que “Carnelós será processado por servidores da casa” e completou chamando o jurista de “incompetente e irresponsável”.

Esse é um novo episódio de crise entre Temer e Rodrigo Maia, seu virtual sucessor e comandante do processo de recebimento ou rejeição da segunda denúncia oferecida pela PGR (Procuradoria Geral da República) que pode afastar o presidente do cargo.

Já há notícias de que o planalto está preocupado e mapeando a fidelidade de Maia.

A outra nova dificuldade a ser superada por Temer para se manter no cargo, lançada pela delação de Funaro, é a possibilidade da ex-presidente Dilma buscar na justiça a anulação do processo de Impeachment, baseada no fado de, supostamente, ter sido afastada com votos comprados ilegalmente. Esse é o menor dos dois novos “calos no sapato” do presidente, devido aos prazos do judiciário, mas não deixa de ser mais um problema.


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