• Carlos Guglielmeli

Defesa de Lula questiona a agilidade da justiça em seu caso


Os advogados de Lula alegam ter havido uma “tramitação recorde” no caso do seu cliente que é pré-candidato a presidente em 2018.

Aproximadamente a cinco meses de sua condenação em primeira instância no chamado “processo do Triplex”, o julgamento do recurso do ex-presidente na 8ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) já foi marcado para 24 de janeiro de 2018.

Segundo o que apurou a “Folha de São Paulo”, este foi o trâmite da Lava Jato que subiu de instância mais rápido, a distância entre um julgamento e outro ficará de 196 dias corridos.

O relator do processo contra Lula na 2ª instância, desembargador João Pedro Gebran Neto, concluiu seu voto sobre o caso no dia 1º de dezembro e repassou-o para o revisor Leandro Paulsen, que também é o presidente do colegiado, a quem coube colocar o caso na pauta da data marcada.

Contradizendo algumas de suas considerações do passado recente, quando alegaram não temer o julgamento em segunda instância por acreditar em sua idoneidade, a defesa de Lula agora sugere que o tribunal não esteja atento à “isonomia de tratamento” de réus.

Diante dessa reclamação dos advogados de Lula, seus opositores não demoraram a lançar o questionamento de o que o ex-presidente quer, se a sua absolvição rápida ou protelar ao máximo para ser candidato e se esconder atrás do foro privilegiado.

Sua condenação em segunda instância pode impedir a candidatura de Lula à presidência e sem foro o ex-presidente pode até ser preso, caso o entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) de que condenações confirmadas no recurso já devem iniciar seu cumprimento, mesmo que ainda hajam outras apelações possíveis.


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