• Carlos Guglielmeli

Moçambique aplica calote no BNDES e Tesouro Nacional tem que cobrir o prejuízo


No último dia 15, o governo federal liberou R$ 124 Milhões do Tesouro Nacional para ressarcir o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico) de um calote aplicado, até o momento, pelo governo de Moçambique contra o banco.

Os US$ 22,4 Milhões (fora encargos) foram emprestados para financiar obras executadas por empreiteiras brasileiras no país Africano.

Essa deve ser a ponta do Iceberg de mais um prejuízo nacional que vai recair sobre o contribuinte. O dinheiro brasileiro enviado só a Moçambique pode totalizar um prejuízo de US$ 483 Milhões, cerca de R$1,5 Bilhões.

Com as últimas rusgas diplomáticas, economistas, analistas políticos e chanceleres dão como quase certo que as negociações com a Venezuela vão emperrar e o calote de lá também se concretize.

O país comandado por Nicolas Maduro está com uma parcela de US$ 262 Milhões um empréstimo com o BNDES de atrasada desde setembro e as negociações para quitação não avançam. Só em 2018 a Venezuela tem cerca de US$ 1,5 Bilhão, algo em torno de R$ 5 Bilhões vincendos com o BNDES e outros bancos particulares brasileiros.

Conforme o gráfico abaixo, nos governos dos ex-presidentes Lula e Dilma, as empreiteiras brasileiras, exatamente as envolvidas na operação Lava Jato, expandiram suas atuações em países africanos e latino americanos com volumosos empréstimos do BNDES.

Essas transações são asseguradas pelo FGE (Fundo de Garantia à Exportação), cujo os recursos saem do Tesouro Nacional, o que permite concluir que o BNDES emprestou dinheiro para outros países recebendo como garantia o dinheiro público do próprio Brasil.

Analistas financeiros comentam que essas transações, principalmente as firmadas entre 2007 e 2015, foram feitas sob um risco muito acima do usual no mercado, pois os volumes de dinheiro eram muito altos, cedidos a países mal classificados nas agências de risco e com grande fragilidade financeira.


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