• Carlos Guglielmeli

Em Goiás, agentes penitenciários cobram até R$ 10 Mil para liberar a entrada de arma nos presídios


Recenemos essa informação de que a entrada de armas nas prisões goianas giram em torno desses valores” disse o presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Goiás), Paulo Sérgio Alves de Araújo.

Segundo o portal de notícias UOL, funcionários do sistema prisional e policiais civis confirmaram à sua redação que agentes penitenciários cobram de R$ 5 mil a R$ 10 mil de propina por arma de fogo que eles permitirem entrar nos presídios.

Após as três rebeliões ocorridas na penitenciária de Aparecida de Goiânia nos primeiros dias do ano, as varreduras encontraram sete armas dentro do complexo penal, entre elas uma pistola Glok 380 com modificação para atirar rajadas, como uma metralhadora.

Esses motins foram motivados pela disputa de poder entre facções criminosas conhecidas no Rio de Janeiro e dos telejornais, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), onde 9 detentos foram mortos, 14 ficaram feridos e 99 fugiram.

Dentro das unidades penitenciárias as armas fazem a segurança dos chefões das facções. Esse grupo de formado pelo chefões e seus seguranças armados são os “comandos”.

No dia 05 recente a imprensa noticiou que esses chefões seriam transferidos, separadamente, para unidades prisionais do entorno, provocando um certo temor entre os moradores da região, pois mais do que no resto do estado, essas prisões são caracterizadas pela precariedade de suas estruturas físicas, pela superlotação e pela grande quantidade de funcionários temporários, com baixa formação técnica.

Durante o encontro do governador Marconi Perillo com a ministra presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, ficou acertado que todas as 143 prisões do estado passarão por uma varredura e as armas que por ventura forem encontradas serão entregues ao Exército para que sejam destruídas.


Publicidade

1/2
Mortos X Curados.png
Precisa explicar?
Curta nossa Fampage.png