• Carlos Guglielmeli

Carmem Lúcia responde à pressão da defesa de Lula e o aproxima ainda mais da cadeia


Carmem Lúcia responde à pressão da defesa de Lula e o aproxima ainda mais da cadeia

A truculência de Cristiano Zanin, do PT e do próprio Lula parecem ter saturado as possibilidades de um acordo celebrado nos bastidores para livrar o ex-presidente da cadeia. Nem a defesa milionária do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Sepúlveda Pertence, está conseguindo furar esse bloqueio criado pelos petistas.

A presidente da do STF, ministra Cármem Lúcia já teria se esquivado para não receber Pertence na semana anterior.

Se o recurso de Lula não for aceito pelo TRF-4 (Tribunal Regional federal da 4ª Região) ele só não iria para a cadeia imediatamente se o STF mudasse seu entendimento recente, de 2016, que estabeleceu a possibilidade de início do cumprimento das penas após decisões colegiadas tomadas em segunda instância.

Na sexta-feira, 09/03, a presidente do STF afastou ainda mais essa possibilidade, Cármen Lúcia respondeu às pressões da defesa do ex-presidente antecipando em duas semanas a divulgação dos processos que serão julgados pela Suprema Corte em abril, nessa lista não consta nenhuma ação que trate, mesmo que genericamente, sobre o assunto.

A presidente do Supremo Tribunal assumiu sua posição e deixou para os colegas o ônus de macularem suas biografias, caso queiram “dar um jeitinho” de livrar Lula da Cadeia. Tudo indica que ninguém vai se arriscar.

O ministro Edson Fachin poderia submeter ao plenário o próprio habeas corpus do ex-presidente negado por ele via liminar, suspeitou-se que Ricardo Lewandowski poria na mesa alguns recursos que beneficiariam o petista e boatos deram conta de que o decano Celso de Mello convenceria a presidente a corte a pautar o pleito de Lula. Nem um, nem outro, todos parecem não estar dispostos a forçar essa barra.

Em suma, a prisão de Lula por consequência da decisão tomada em segunda instância está cada dia mais evidente, até o advogado de defesa do ex-presidente, Sepúlveda Pertence admitiu isso quando declarou que “se Lula for preso, o caminho será o STJ” novamente.


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