• Carlos Guglielmeli / Foto: Linice Moreira

Sindicado volta a lotar sessão da Câmara Municipal em busca de aumento acima do que determina a Lei


A exemplo da sessão de quarta-feira, o SINDISEPEM/VAL (Sindicato dos Servidores Públicos e Empresas Públicas Municipais de Valparaíso de Goiás) fez lotar a Câmara Municipal de Valparaíso nesta sexta-feira, 23/03. Eles buscam uma correção salarial superior à que propõe o governo municipal.

Os PL's (Projetos de Lei) 063 e 064 enviados pela prefeitura para aprovação na câmara estabelece o índice de revisão salarial dos servidores em 1,81% para 2018.

Essa porcentagem corresponde ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) dos últimos 12 meses (março/2017 à fevereiro/2018) e obedece a Lei 819 de 2009 que regulamenta a revisão salarial dos servidores e agentes públicos de Valparaíso de Goiás.

O sindicato estendeu uma faixa no plenário pedindo 8,88% de reajuste, segundo uma professora, membro da categoria, “um valor fora da realidade da maioria dos trabalhadores brasileiros que hoje estão sendo cautelosos sobre esse assunto, para manter empregos e salários em dia”.

Uma fonte da prefeitura, disse que “a proposta do governo está amparada na Lei, cumpre exatamente o que ela determina e é responsável com o equilíbrio financeiro da cidade e evita prejuízos futuros como a paralisação de serviços públicos e a incapacidade de honrar compromissos como o pagamentos dos servidores em dia”.

Em uma de suas falas o vereador Zeca ressaltou “que o governo está sendo responsável, inclusive para ter condições de pagar o dissídio de 2016 de 11% não honrado pela ex-prefeita, quando a justiça determinar” e completou relembrando que à época desse reajuste, o SINDSEPEM/VAL se absteve de lutar pela categoria para não ficar contra o governo do PT.

Na mesma toada o vereador Flávio Lopes disse que “em 2016 os servidores tiveram que fazer uma vaquinha de R$ 100,00 cada, para pagar o advogado e requerer o aumento de 11% (INPC apurado naquele período) na justiça, algo pelo qual o sindicato não se pronunciou até hoje” dando a entender que a luta dos representantes de classe hoje não é pela categoria, mas sim política, contra o governo de partido que consideram rival.

Surfando nas suas origens sindicais, o vereador Prof. Silvano aproveita o momento para se colocar em evidência. Mais experiente que em outros momentos, o vereador do PT agora usa um tom conciliador, mas sempre finalizando suas intervenções com ameaças veladas de que a categoria está pronta para deflagrar um movimento de greve.

A comissão de Constituição e Justiça já fez a leitura do seu parecer aprovando os PL´s e as outras comissões devem fazer o mesmo na próxima segunda-feira, 26/03, em seção extraordinária. Dessa forma trâmite legislativo sobre o tema pode ser finalizado na mesma semana, em três votações, duas em sessões ordinárias e outra em mais uma extraordinária.


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