• Carlos Guglielmeli

Câmara Municipal de Valparaíso aprova reajuste dos servidores, mesmo sobre pressão política contrári


Em mais uma sessão tumultuada pelo SINDSEPEM/VAL (Sindicato dos Servidores Públicos e Empresas Públicas Municipais de Valparaíso de Goiás), a Câmara dos Vereadores aprovou nesta quarta-feira os PLs (Projetos de Lei) 063 e 064 que corrigem os salários dos servidores e agentes políticos do executivo e legislativo.

Os projetos enviados pelo executivo se justificaram para cumprir a data-base dos servidores, estabelecida para os meses de março conforme a Lei 819 de 2009 que também determina o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) como o indexador para as correções salariais.

As Leis aprovadas formalizam a correção salarial dos servidores, já a partir deste mês, em 1.81%, exatamente o INPC apurado nos últimos 12 meses (março/2017 à fevereiro/2018).

O sindicato e seu suposto representante na Câmara Legislativa, Prof. Silvano (PT), tumultuaram ao máximo as últimas 4 sessões, sem apresentar nenhuma contraproposta.

Sem nunca ter indicado formalmente o quanto a categoria quer de aumento além do que veio da prefeitura, o vareador petista, Prof. Silvano, chegou a sugerir para o prefeito a demissão de servidores temporários para economizar dinheiro e provisionar o tal reajuste maior, ainda indefinido pela própria categoria.

A fala do vereador sobre os contratos provisórios, repetida nas duas sessões anteriores, além de desprezar os profissionais e a necessidade deles para, por exemplo, substituir “laudados” é completamente desprovida de um respaldo técnico, indicando o viés politiqueiro de suas intervenções e do reaparecimento do sindicato.

Entre 2013 e 2016 o governo petista, do qual o vereador Silvano e membros do Sindicato faziam parte, manteve em média 347 servidores contratados, para os quais, além de seus salários pagavam cerca de R$ 800 Mil em gratificações por ano. Hoje a cidade conta com cerca de 279 servidores temporários e não paga gratificações a nehum eles.

Já para o SINDSEPEM/VAL, o viés político do seu reaparecimento está explicitado, segundo os próprios trabalhadores, no fato de que em 2016, quando a inflação comia algo em torno de 11% do poder de compra dos salários, ele se eximiu da obrigação de defender os interesses dos servidores e argumentou a favor do governo petista que não deu nenhum reajuste para a classe.

Aumento esse que está próximo de ser pago com efeito retroativo por força de ação judicial. O processo já está tramitando em segunda estância e a despesa com essa causa deve gerar impacto nas contas públicas, que pode ser usado como argumento do governo para justificar seu ato de corrigir os salários sem acréscimos ao que determina a lei.

Após a sessão da câmara, os sindicalistas seguiram em carreata para a prefeitura, na tentativa de iniciar com o prefeito uma agenda de negociação, “extra revisão”.


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