• Carlos Guglielmeli / Imagem: Divulgação

Ministro do STF diz que há oligarquias tentando frear o combate à corrupção porque não querem ficar


Há uma reação oligárquica no país para frear as iniciativas de combate à corrupção, nessa reação há dois lotes: o lote dos que não querem ser punidos pelos malfeitos que fizeram, o que eu consigo entender; é da natureza humana. Mas há um lote pior, o dos que não querem ficar honestos, nem daqui para frente e gostariam que tudo permanecesse como está. Gente que não sabe viver sem que seja com o dinheiro dos outros, sem que seja com dinheiro desviado”.

Essa declaração foi dada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, durante o 7º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, um evento do setor de seguros realizado na manhã desta terça-feira, 10/04.

Sem citar nomes, Barroso disse que “não há corrupção de esquerda e corrupção de direita, mas sim uma cultura de desonestidade que atinge todas as tendências”.

Há um outro problema no combate a corrupção, segundo o ministro, “apesar da sociedade já estar conseguindo separar o joio do trigo, há uma grande quantidade de gente que ainda preferem o joio”.

Durante sua fala o ministro também lembrou que em 2018 a Constituição Brasileira completa 30 anos e que, “apesar das turbulências, as bases democráticas não foram rompidas ou ameaçadas”.


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