• Carlos Guglielmeli / Imagem: reprodução

PGR denuncia Lula, Dilma, Palocci e Gleisi Hoffmann, agora por crime ligado ao BNDES


A Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, denunciou nesta sexta-feira, 30/04, ao STF (Supremo Tribunal Federal) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o ex-ministro Paulo Bernardo, e o ex-ministro Antônio Palocci pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia, a Odebrecht teria colocado à disposição de Lula, na conta conhecida como “amigo”, a quantia de US$ 40 milhões (pouco mais de R$ 140 Milhões ao câmbio de hoje), em troca de decisões políticas para beneficiar a empresa.

Em contrapartida pela doação, a procuradoria afirma que a Odebrecht foi beneficiada com aumento da linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com Angola, país africano onde a empreiteira tinha negócios.

A procuradoria sustenta que os acusados formavam uma suposta organização criminosa. Lula, Paulo Bernardo e Palocci faziam parte do núcleo político. Marcelo Odebrecht - também denunciado e um dos delatores - do núcleo econômico, e do grupo administrativo, o chefe de gabinete da senadora, Leones Dall'agnol, que foi denunciado.

Conforme a denúncia, Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo aceitaram receber parte do dinheiro vindo da Odebrecht, em 2014, via caixa 2, como doação eleitoral de R$ 5 milhões, que teriam sido recebidos por Leones.

“Dos cinco milhões, Gleisi Helena Hoffmann, Paulo Bernardo e Leones Dall'Agnol comprovadamente receberam, em parte por interpostas pessoas, pelo menos três milhões de reais em oito pagamentos de quinhentos mil reais cada, a título de vantagem indevida, entre outubro e novembro de 2014", disse a procuradora.

De acordo com a PGR, além dos depoimentos de delação, foram colhidos nas investigações documentos, como planilhas, mensagens, fruto da quebra de sigilo telefônico movimentações financeiras.

O Partido dos Trabalhadores negou as denúncias da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-presidente Dilma Rousseff, a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e o ex-ministro Antônio Palocci.


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