• Carlos Guglielmeli

Goiás se destaca na responsabilidade fiscal e é uma das três unidades federativas que menos gastam c


Entre os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, o Goiás foi um dos três únicos a gastar menos que 50% da sua receita líquida com servidores públicos ativos e inativos em 2017.

Os dados foram disponibilizados pelo Tesouro Nacional e além do Goiás somente o Distrito Federal e o Sergipe conseguiram obter esse desempenho.

Há estados em que os gastos com servidores superou os 60% de suas receitas Líquidas em 2017. É o caso de Minas Gerais com 60%, Rio de Janeiro com 65%, Tocantins com 66% e Roraima com 77% do orçamento comprometido com a folha de pagamento.

Conforme os dados públicos, a responsabilidade com as finanças neste quesito não quer dizer que haja uma precarização dos salários dos servidores. Em Goiás por exemplo, a Polícia Militar do estado é a segunda mais bem paga do Brasil, diz um levantamento feito pelo portal de notícias G1.

Segundo comentaristas econômicos, o que posicionou Goiás como “um ponto fora da curva nesse período de crise econômica nacional” e explica o fato do estado estar executando o maior programa de investimentos entre as unidades federativas brasileiras e registrar crescimento no PIB e na atividade industrial é justamente esse ambiente de responsabilidade fiscal impresso pelos governos Marconi Perillo e Zé Eliton.

Para o especialista em contas públicas, economista Raul Veloso, o peso dos servidores nas contas do estado gera impacto nos investimentos em áreas como segurança e infraestrutura que não têm o piso mínimo estabelecidos pela constituição, como é o caso da saúde com 12% e a educação com 25% da receita estadual líquida. Portanto, quanto menor for o gasto com a folha de pagamento, sem perder qualidade nos serviços públicos, mais se investe nas áreas essenciais.


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