• Carlos Guglielmeli / Imagem: reprodução

Caminhoneiros mantêm a greve mesmo depois de acordo e Valparaíso continua sem combustível


A PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou que ainda não registra nenhuma desmobilização de pontos de manifestação de caminhoneiros nas rodovias do país, após o anúncio de um acordo com o governo nessa quinta-feira (24).

As carretas permanecem estacionadas na BR 040, altura do distrito de Luziânia, Jardim dos Ipês. O mesmo acontece na Régis Bitencourt, em São Paulo, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, onde são registrados 74 pontos de manifestação. No Distrito Federal, a PRF registra manifestação de caminhoneiros na BR-020, BR-060, BR-070 e BR-080.

Em Valparaíso todos os postos de combustíveis estão com os reservatórios vazios, não há mais filas de carros, apenas cones isolando as bombas.

Na noite desta quinta-feira (24) o governo e supostos representantes dos caminhoneiros anunciaram um acordo que não foi reconhecido por duas entidades da categoria e pelos próprios grevistas. O que agrava a crise, pois demonstra que as autoridades ainda nem conseguiram identificar quem lidera o movimento para negociar efetivamente com a classe.

No acordo, os caminhoneiros suspenderiam a paralização por 15 dias, até que soluções definitivas fossem apresentadas e em contrapartida governo federal se comprometeu a zerar a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), subsidiar 15 dias dos 30 em que a Petrobras vai entregar o Diesel com 10% de desconto, além de garantir uma previsibilidade mensal nos preços do combustível até o fim do ano, sem mexer na política de reajustes da Petrobras.

Para custear esse acordo, a União vai desembolsar algo em torno de R$ 350 Milhões por 15 dias de desconto de 10% no preço do diesel e pela previsibilidade dos reajustes vai subsidiar a diferença do preço em relação aos valores estipulados pela estatal a cada mês. “Nos momentos em que o preço do diesel na refinaria cair e ficar abaixo do fixado, a Petrobras passa a ter um crédito que vai reduzindo o custo do Tesouro”, disse Eduardo Guardia, ministro da Fazenda.


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