• Carlos Guglielmeli

Caminhoneiros acampados na BR040, entre Luziânia e Valparaíso, demonstram uma verdade do movimento d


O governo e a grande mídia estão entregando uma imagem da greve dos caminhoneiros distante da realidade, ao menos conforme o comportamento do movimento na BR040, entre Luziânia e Valparaíso.

A suspeita de que empresários do setor de transporte estariam cometendo o crime de Locaute, ou seja, promovendo e sustentando a greve e a ideia de que os caminhoneiros estariam fazendo bloqueios totais das rodovias é veementemente negada pelos motoristas.

Conhecido como Macgyver, o caminhoneiro Antônio Carlos avalia esse manifesto da categoria como “o maior movimento autônomo e pacífico capaz de mudar o país já realizado em todos os tempos”.

Segundo o motorista Márcio Reges, um dos líderes do acampamento na BR040 entre Luziânia e Valparaíso, “o governo mandou o exército para desobstruir a rodovia que nunca foi obstruída”, prova disso, de que os veículos circulam livremente, é uma faixa em que o movimento pede aos motoristas “passantes” que buzinem em apoio ao movimento e as buzinas não param.

Sobre a participação dos empresários no movimento de greve, Márcio disse que, “não há grandes empresários no movimento, na realidade o que acontece é que as empresas não estão se opondo à greve, pois o que aflige os autônomos está afligindo as pequenas, as grandes empresas e toda a população em geral” e completou, “estamos Lutando por um problema que é de todo mundo”.

Perto de Valparaíso os caminhoneiros passam frio e algumas necessidades, como a falta de banheiros e locais para a dormida, mas a fome e a sede não acontecem devido a solidariedade dos moradores que chegam com donativos a todo instante.

“A independência do Movimento Grevista é uma preocupação de quem realmente fez a paralisação”, disse o motorista Marcus André de Petrolina/PE que completou, “não temos sindicato, nosso sindicato é o povo brasileiro, também não vamos aceitar baderneiros conosco nem políticos. A intervenção militar não é pauta dos caminhoneiros, nem o apoio a nenhum político, só queremos melhores condições para continuar trabalhando”.

A Polícia Militar atualizou esta manhã que em Goiás há 30 pontos de concentração dos grevistas, dois deles na Região Metropolitana de Goiânia, próximo a Aparecida e em todos os caminhoneiros estão atendendo as determinações da PRF (Polícia Rodoviária Federal).


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