• Carlos Guglielmeli / Imagem: reprodução

Empréstimos de Bilhões de Reais, concedidos pelo BNDES a países estrangeiros, foram fraudados durant


Em ao menos 30 de 140 operações de crédito, onde o Brasil emprestou R$ 64 Bilhões à países latino-americanos e africados via BNDES, as equipes econômicas dos governos Lula e Dilma reduziram artificialmente e ilegalmente a classificação de risco dos tomadores desse dinheiro, deram descontos nos “prêmios” do seguros e transacionaram os valores com taxas abaixo do próprio custo, “foi praticamente uma doação” disse a economista Helenice Alvarenga.

Essas foram algumas das irregularidades encontradas pelo TCU nos contratos do BNDES com esses países, considerados ideologicamente alinhados ao PT (Partidos dos Trabalhadores). As práticas teriam começado em 2003 e cessaram em 2015, exatamente o período dos governos Lula (2003 – 2006 e 2007 – 2010) e Dilma (2011 – 2014 e 2015 – 2016).

Países como a Venezuela, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, México, Paraguai, Uruguai, Peru, República Dominicana, Cuba, Equador, Moçambique e Angola, classificados no grau máximo de risco, numa escala de 1 a 7, receberam os empréstimos com condições e gozaram de benefícios normalmente concedidos à economias ricas e equilibradas, grau 1. Teoricamente, para que eles contratassem construtoras brasileiras para atuar em seus territórios.

O esquema foi delatados por colaboradores da Lava Jato, que identificou as empreiteiras beneficiadas nesses contratos como as mesmas envolvidas no “Petrolão”.

Não era uma questão ideológica, era política. Avaliamos que o país tinha muito a ganhar aumentando a presença nestes países, dentro da geopolítica mundial. A aproximação econômica, concessão de empréstimos, era só uma das frentes de atuação” defendeu o ex-ministro de relações exteriores dos governos Lula.

As transações foram asseguradas pelo FGE (Fundo de Garantia à Exportação) que usa o dinheiro do próprio Tesouro Nacional para garantir as operações, o que significa dizer que o Brasil emprestou dinheiro e avalizou os devedores, “se eles não pagarem, como já tem uns que não estão pagando, o provo brasileiro assume mais esse prejuízo”, comentou Helenice.

Sobre essas garantias, Emilio Odebrecht brincou durante um de seus depoimentos à Lava Jato, “não é fácil encontrar garantias num país como Cuba. Se fosse botar como garantia os charutos, ia levar 50 anos [para o BNDES receber o dinheiro de volta]”, e indagado se esses empréstimos aconteceriam em condições normais, ele foi taxativo: “nem a Odebrecht [pediria], nem o BNDES [concederia]. Numa condição normal, nem a Odebrecht, nem o BNDES. Eu não tenho dúvidas quanto a isso”.

Calotes eminentes no momento da contratação dos empréstimos, como os da Venezuela e de Moçambique que já ultrapassam juntos R$ 3 Bilhões, estão sendo pagos ao BNDES pelos contribuintes brasileiros, via Tesouro Nacional.

Traçando uma paralelo, só esse valor seria suficiente para pagar 5 vezes o subsidio necessário para o congelamento do preço do Diesel a cada 30 dias.

(Clique nas imagens para ampliar, conferir onde foram realizadas as obras e quanto foi aportado pelo BNDES)


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