• Carlos Guglielmeli / Imagem: reprodução

Ibama suspende venda de pescados nas redes Assaí, Walmart e multa o Carrefour


O Ibama suspendeu na terça-feira (3) a venda de pescados nas redes Assaí e Walmart por comercializarem os alimentos sem comprovação de origem.

Os centros de distribuição das duas bandeiras, mais o Carrefour foram alvos de uma fiscalização. No total o Ibama esteve em 14 empresas que vendem grandes volumes de pescado no estado de São Paulo.

Conforme o que revelou o órgão de fiscalização, as três marcas apresentaram irregularidades e foram multadas juntas em cerca de R$ 2,16 Milhões.

O caso de irregularidade mais fundamentado foi o do Assaí, que tem 130 lojas, uma delas em Valparaíso de Goiás, e é ligado ao Grupo Pão de Açúcar.

O problema constatado é que as Notas Fiscais de compra dos produtos não tinham especificadas o RGP (Registro Geral de Pesca) que indica a origem do alimento. Essa exigência é feita desde 2014, quando foi publicada uma normativa do Ministério da Pesca e Agricultura e o da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Segundo Hugo Américo, analista ambiental, “é isso [o Registro Geral de Pesca] que vai mostrar de onde saiu aquele pescado, abrangendo toda a cadeia, quem beneficia, quem armazena. Sem saber a origem, não dá para saber se esse peixe, camarão ou lagosta é legal ou não”.

Outro lado:

Por meio de nota, as três redes se manifestaram dizendo que estão tomando as medidas necessárias para liberar os produtos.

A Rede Assaí informou que "já reuniu a documentação necessária e a apresentação necessária e a apresentou ao órgão fiscalizador, com o intuito de comprovar as ações desenvolvidas e, desta forma, retomar a comercialização dos produtos", e completou informando que "toda a negociação com produtores de pescados passa por rigorosos critérios contratuais, incluindo a garantia de origem de acordo com a legislação existente para a categoria" e que apresenta "nas notas fiscais de todos os pescados adquiridos o código de rastreamento do produtor, atendendo a determinação dos órgãos reguladores".

O Walmart alegou que "já tomou as medidas necessárias para atender as exigências apontadas pela fiscalização".

O Carrefour explicou que “a comercialização de pescados em suas lojas segue rígidos padrões de qualidade e origem, respeitando a legislação vigente". Disse também que "reforçou junto aos seus fornecedores que o RGP é uma exigência para fornecimento à rede, que não aceitará entregas com inconformidade neste dado".

* Imagem meramente ilustrativa


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