• Carlos Guglielmeli / Imagem: reprodução

Na briga contra os Fake News, Facebook tira 283 páginas e perfis do ar


Com o fim da eleição mexicana o debate mundial sobre o impacto das mídias sociais nos processos democráticos passa a ser focado na agenda brasileira.

Seguindo o seu padrão, o Facebook tirou do ar nesta quarta-feira (25) 196 páginas e 87 perfis, sem tentar arbitrar quem realmente produz ou não as informações falsas e ou se utiliza de meios artificiais para manipular seus alcances.

O MBL (Movimento Brasil Livre) foi atingido em cheio por essa primeira investida da plataforma, várias de suas páginas e perfis dos seus líderes estão entre os desativados.

Em nota, o Facebook informou que as “páginas e perfis [retirados do ar] faziam parte de uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook e escondia das pessoas a natureza e origem de seu conteúdo, com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”.

Não ficou claro, mas sobre as páginas e perfis ligados ao MBL, o Facebook parece ter considerado que elas violaram as normas relativas à “comportamentos não autênticos coordenados” que trata de ações estruturadas, profissionalmente ou não, para aumentar artificialmente curtidas, compartilhamentos e consequentemente o alcance.

A poucos dias o aplicativo de mensagens Online, WhatsApp, passou a limitar a retransmissão de conteúdos e identifica-las como tal, dessa forma, em caso de Fake News, fica mais fácil e rápida a identificação do autor da publicação criminosa.

Além dos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal Brasileiro, que preveem penas de 6 meses a 2 anos de prisão mais indenização à vítima dos “Fake News”, no caso do período eleitoral que se aproxima, a Lei 12.891/2013 determina penas de 2 a 4 anos de reclusão mais multa de R$15 à R$50 Mil em indenizações ao candidato, partido ou coligação alvos de notícias falsas.


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