• Carlos Guglielmeli / Imagem: reprodução

Incêndio destrói Museu Nacional do Rio de Janeiro


Um incêndio que começou por volta das 19h30 deste domingo (2), destruiu quase que por completo o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, como é conhecido, as chamas só foram controladas por volta das 03h da madrugada, já da segunda-feira (3).

Segundo o Corpo de Bombeiros, ainda há pequenos focos de incêndio no prédio e as estruturas ainda estão muito quentes, por isso ainda não há previsão para o fim dos trabalhos de rescaldo.

Instalado no bairro imperial de São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro, o museu reunia mais de 20 milhões de itens, entre coleções de paleontologia, zoologia, botânica, antropologia, arqueologia, entre outras. O lugar já foi residência oficial da família imperial brasileira. Dom João VI inaugurou o museu em 1818 com o nome de Museu Real.

À Agência Brasil, o diretor de Preservação do Museu Nacional, João Carlos Nara, afirmou que “o incêndio causa um dano irreparável ao acervo e à pesquisa nacional, mas ainda não é possível saber o que foi destruído”.

Durante a madrugada, pesquisadores e estudiosos choraram na frente do Museu em chamas, segundo eles o fogo estava consumindo ali décadas de pesquisas e estudos.

Saiba alguns dos principais itens expostos no Museu:

- Múmias egípcias, a maior coleção da América Latina, arrematadas por Dom Pedro arrematou em 1826. São múmias de adultos, crianças e também de animais. A maioria das peças veio da região de Tebas.

- Um dos mais importantes itens do Museu é um fóssil humano cerca de 13 Mil anos , achado em Lagoa Santa, Minas Gerais, em 1974. Batizado de Luzia, fazia parte da coleção de antropologia. Trata-se do fóssil de uma mulher que morreu com idade entre 20 e 25 anos e seria a habitante mais antiga das Américas.

- Achado no sertão da Bahia em 1784, outra preciosidade era o maior meteorito já encontrado no Brasil, chamado de Bendegó, que pesa 5,36 toneladas. A pedra é de uma região do sistema solar entre os planetas Marte e Júpiter e tem mais de 4 bilhões de anos. A pedra integra a coleção do Museu Nacional desde 1888.


Publicidade

1/3
Roleta Russa 2.png
Precisa explicar?