• Carlos Guglielmeli

Facada em Bolsonaro não mudou o cenário eleitoral, segundo nova pesquisa Datafolha


Alguns analistas chegaram a dizer que o atentado contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) havia decidido sua eleição ali, como aconteceu, por exemplo, em Valparaíso de Goiás no ano de 2003 quando José Valdécio levou um tiro e acabou eleito por isso.

Mas segundo o Datafolha, os tempos são outros e a comoção pode não influenciar tanto. Na primeira pesquisa feita após a facada, nesta segunda-feira (10), Bolsonaro continua liderando com 24% das intenções de votos, apenas 2% a mais que a medição anterior, e sua rejeição subiu de 39% para 43%, a maior entre os candidatos a presidente.

Com essa rejeição para o segundo turno, a disputa pela presidência acaba ficando concentrada no segundo lugar onde estão empatados Ciro Gomes (PDT) que subiu de 11 para 13%, Marina Silva (Rede) que caiu de 16 para 11%, Geraldo Alkmin (PSDB) que subiu de 7 para 10% e Fernando Haddad (PT) que veio de 6 para 9%.

O Datafolha considerou o nome de Haddad no lugar de Lula por ele ser o mais provável substituto do ex-presidente, condenado e preso no âmbito da Lava Jato.

No primeiro turno nem tanto, pois ali o eleitor escolhe em que quer votar, mas num segundo turno, onde o as pessoas que viram seus candidatos ficando fora da disputa decidem pelo "menos ruim", as taxas de rejeição passam a ser mais decisivas que a própria intenção de voto.

Por isso Bolsonaro perde para todos os candidatos nas simulações de segundo turno, inclusive para candidato do PT, Fernando Haddad, único de quem ele ganhava na simulação anterior.

Veja como ficaria a o segundo turno conforme este último levantamento:

A pesquisa feita na segunda-feira (10) pelo Datafolha encomendada pela TV Glogo e o Jornal Folha de São Paulo, entrevistou 2.804 pessoas espalhadas em 197 municípios brasileiros foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02376/2018


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