• Carlos Guglielmeli . Imagem: Reprodução

Setembro registra maior crescimento de empregos com carteira assinada desde 2013


A criação de empregos com carteira assinada atingiu, neste último setembro, o maior nível para o mês desde 2013, um ano antes da atual crise financeira pela qual o país passa.

Segundo dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, 137.336 postos formais de trabalho foram criados no último mês, principalmente nas áreas de serviços e na indústria. Esse número é a diferença entre contratações e demissões.

A última vez em que a criação de empregos tinha superado esse nível foi em setembro de 2013, quando as admissões tinham superado as dispensas em 211.068.

Ao todo foram criados 719.089 empregos de janeiro a setembro e 459.217 nos últimos 12 meses.

Na divisão por ramos de atividade, sete dos oito setores econômicos criaram empregos formais em setembro. O campeão foi o setor de serviços, com a abertura de 60.961 postos, seguido pela indústria de transformação com 37.449 postos e pelo comércio que registrou 26.685 novos trabalhadores. A construção civil abriu 12.481 vagas, seguida pelos serviços industriais de utilidade pública com 1.091 vagas, a administração pública com 954 e a extrativa mineral que gerou 403 vagas.

O nível de emprego caiu apenas no setor da agropecuária, que demitiu 2.688 trabalhadores a mais do que contratou no mês passado. Tradicionalmente, setembro registra demissões no campo, por causa da entressafra de diversos produtos.

Nos serviços, os grandes destaques foram o comércio e a administração de imóveis, valores mobiliários e serviço técnico, que abriu 25.872 postos, e os serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação, com 13.168 vagas. A indústria foi impulsionada pelos produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, com 29.652 postos.

Todas as cinco regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em setembro. O Nordeste liderou a abertura de vagas, com 62.177 postos, seguido pelo Sudeste (38.933 vagas). Foram abertos 18.063 postos no Sul, 10.262 no Norte e 7.901 no Centro-Oeste.

Entre os estados, apenas o Mato Grosso do Sul demitiu a mais do que contratou, com o fechamento de 2.645 postos formais de trabalho. As maiores variações positivas no saldo de emprego ocorreram em São Paulo (22.448 vagas), Pernambuco (21.414), Alagoas (15.179) e Paraná (9.487).


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