• Carlos Guglielmeli / Imagem: reprodução

Joaquim Levy, ex-ministro de Dilma, aceita convite para presidir o BNDES no governo Bolsonaro


O economista Joaquim Levy aceitou na tarde desta segunda-feira (12) o convite para presidir o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Ele foi convidado pela equipe de Paulo Guedes, confirmado para o superministério da Economia, do governo Bolsonaro.

Com experiência na administração pública, Levy é o primeiro nome confirmado da equipe econômica, fora é claro, o próprio Paulo Guedes.

Levy foi ministro da Fazenda no segundo mandato de Dilma Rousseff, com a promessa de realizar um ajuste fiscal para conter os gastos públicos, mas sem espaço para implementar medidas técnicas que desagradavam a política, durou apenas de janeiro a dezembro de 2015 na função.

Bolsonaro afirmou na semana passada que pretende "abrir a caixa-preta" do BNDES em alusão a revelar um suposto esquema de empréstimos suspeitos feitos durante os governos Lula e Dilma que não teriam atendido requisitos mínimos de mercado para abastecer um esquema de financiamento de campanha.

Quando titular do Ministério da Fazenda, Levy adotou um programa de austeridade fiscal, e desfez uma série de desonerações concedidas no primeiro mandato da petista Dilma Rousseff e endureceu as regras de pagamento do abono salarial para os trabalhadores de carteira assinada que ganham até dois salários mínimos.

Além disso, ainda tentou, sem sucesso, reter até 30% dos recursos do Sistema S, que financia programas de aprendizagem e formação técnica, para cobrir o déficit fiscal de 2016. Por pressão da indústria e por pressões políticas, o então ministro recuou da ideia.


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