• Carlos Guglielmeli / Imagem: reprodução

Qual o verdadeiro impacto da retirada dos médicos cubanos do brasil em Valparaíso?


Assim que o governo cubano decidiu retirar seus médicos do Brasil, por não concordar com as novas 'futuras" regras anunciadas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, que condicionou a manutenção do programa Mais Médicos ao pagamento integral dos salários direto aos profissionais da saúde, a liberação de suas famílias para que também venham ao Brasil e a realização do “Revalida”, o ex-secretário de saúde do governo Lucimar, Walter Mattos, fez declarações ao Correio Brasiliense que deixaram a população em pânico.

Baseado em sua gestão, o ex-secretário disse à redação daquele jornal que Valparaíso seria uma das cidades brasileiras mais atingidas pela falta de médicos com a retirada dos Cubanos do Brasil.

Valparaíso de Goiás chegou a ter 26 médicos cubanos de 32 totais. Essa proporção, que deixava a cidade em um estado de vulnerabilidade absoluta ao Programa Mais Médicos, foi realidade entre 2015 e 2016, quando Walter era chefe da saúde pública no município.

Nos dias atuais, sob o comando do prefeito Pábio Mossoró e a gestão do secretário Leonardo Esteves, frente à Secretaria Municipal de Saúde, a proporção de médicos cubanos na cidade caiu de 69% para 20%.

Nós conseguimos chegar nesses números porque sabíamos que mais cedo ou mais tarde algo poderia mudar no programa”, disse o secretário municipal de Saúde, Dr. Leonardo Esteves, que completou, “tomara que o ministério faça essa transição da melhor forma possível, mas estamos preparados para passar por ela sem grande impacto para a população. A população de Valparaíso pode ficar tranquila, porque vamos manter o atendimento de qualidade à todos”.

Dos 65 médicos que hoje atendem em Valparaíso, apenas 13 são caribenhos. O que deixa a cidade em um estado bem menos alarmante do que retratou o Correio Brasiliense.


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