• Carlos Guglielmeli / Imagem: reprodução

Ministro Gilmar Mendes pede vistas e adia decisão sobre Habeas Corpus de Lula


Assim que o juiz Sérgio Moro aceitou o convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para ser ministro no seu governo que se inicia em 01 de janeiro próximo, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com um pedido de liberdade para o petista, alegando que o fato evidenciaria motivações políticas nas decisões do magistrado.

O Habeas Corpus começou a ser julgado nesta terça-feira (4) pela 2ª turma do STF (Supremo Tribunal Federal), composta pelos ministros Edson Fachin, Carmem Lúcia, Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Prevendo a derrota e tentando manter a estratégia protelatória de sempre, para garantir politicamente que Lula surfe o máximo de tempo na onda do fato criado, no início da sessão o advogado de defesa, Cristiano Zanin, tentou adiar o julgamento do seu próprio pedido, alegando ter protocolado uma outra petição na noite anterior.

Não deu, Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato no STF, Cármen Lúcia e Celso de Mello indeferiram o pedido protelatório, a despeito de Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, e desenharam o resultado final do Habeas Corpus em si.

Na sequência Fachin iniciou a votação principal contra o pleito da defesa e foi acompanhado por Cármen Lúcia, mas antes que a maioria se formasse com o voto de Celso de Mello, Gilmar Mendes pediu vistas do processo que agora fica com data indeterminada para ser finalizado. Ajudando a manter o ex-presidente Lula em evidência por mais tempo.


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