• Carlos Guglielmeli / Imagem: reprodução

Médicos cubanos que ficaram no Brasil estão enfrentando problemas


Sem carteira de trabalho e outros documentos, os médicos que desprezaram a ordem da ditadura cubana para voltarem ao seu país natal não puderam se inscrever no novo chamamento do programa Mais Médicos.

A oferta de asilo anunciada pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, aos caribenhos que decidissem ficar no Brasil após o fim do acordo com Cuba requer trâmites, não é compulsório como pareceu ser e esse vácuo de tempo entre o fim do vínculo e a solução legal para a permanência deles em solo brasileiro está pondo os desertores, como são chamados no seu país natal, em dificuldades.

Em várias cidades, os cubanos que ficaram no Brasil estão enfrentando problemas, “estamos sendo discriminados, pois saiu o edital para os que já tem CRM (Registro do Conselho Regional de Medicina) e outro para os formados no exterior. Estão dando prioridade para os brasileiros que se formaram no exterior e excluindo a nós, cubanos, que já estamos trabalhando a três anos, sem reclamação de ninguém”, disse a cubana Lissete Quiñonez ao jornal O Estado de São Paulo.

Desempregados, sem o apoio das prefeituras e sem poder contar com familiares, os cubanos que ficaram em solo brasileiro estão recorrendo à OAB para que o refúgio seja oficializado, informou o presidente da Subsecção de Nova Odessa/SP, onde cinco das oito médicas estrangeiras decidiram permanecer no Brasil.

Bolsonaro, que propôs o abrigo aos cubanos, assume a presidência somente a partir do dia 01 de janeiro e não há nenhuma notícia de um plano para tratar o problema. Preságio de que os médicos, que tanto serviram aos brasileiros, ainda vão ter problemas por mais algum tempo.


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