• Carlos Guglielmeli / Imagem: reprodução

Bebianno e Bolsonaro trocaram mensagens no dia em que, segundo o filho do presidente, eles não se fa


A Veja publicou na tarde desta terça-feira (19) áudios e mensagens escritas trocadas entre o ex ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, e o presidente Jair Bolsonaro via WhatsApp no dia em que Carlos Bolsonaro disse em rede social que eles não se falaram.

Em conversas francas e duras os dois falam de Rede Globo, viagens de ministros à Amazônia, vazamento de informações e candidatos laranjas do PSL.

Na quarta (13), o filho do presidente Carlos Bolsonaro, que é vereador no Rio de Janeiro pelo PSC, publicou em seu Twitter um áudio chamando Bebianno de mentiroso e dizendo que a conversa entre o pai e o ministro no dia anterior não havia acontecido. A publicação foi replicada por Jair Bolsonaro, o que acabou intensificando a crise no governo e culminou com a demissão de Bebianno na segunda-feira (18).

As mensagens reveladas pela "Veja" indicam que sim, no dia 12, quando Jair Bolsonaro ainda estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, ele e Bebianno trocaram áudios e mensagens escritas via Whatsapp sobre uma visita do vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo, ao ministro no Palácio do Planalto, por exemplo.

Sobre essa agenda Bolsonaro reclama de Bebianno estar levando um inimigo para dentro de casa, “Fica complicado a gente ter um relacionamento legal dessa forma, porque você está trazendo o maior cara que me ferrou - antes, durante, agora e após a campanha - para dentro de casa”, disse o presidente.

Bebianno e Bolsonaro ainda conversaram sobre uma viagem do então ministro, junto com o Meio Ambiente Ricardo Salles e Damares Alves, Ministra da Família e Direitos Humanos, à Amazônia, também criticada pelo presidente.

Bolsonaro disse não saber quem tinha ordenado a viagem e avisou que cancelaria a missão dos três ministros. Foram dois áudios do presidente sobre este assunto.

Eu não quero que vocês viajem porque vocês criam a expectativa de uma obra. Daí, vai ficar o povo todo me cobrando. Isso pode ser feito quando nós acharmos que vai ter recurso, o orçamento é nosso, vai ser aprovado etc. Então, essa viagem não se realizará, tá ok?”, dizia a mensagem do presidente.

Já nos dias seguintes, Bebianno e Bolsonaro trocaram outras mensagens falando sobre os vazamentos à imprensa e as candidaturas laranjas do PSL.

O presidente acusou o então ministro de ter plantado um texto no site "O Antagonista", onde ele supostamente implica Bolsonaro no caso das candidaturas laranjas. Bebianno, então, se defende. "Quem mencionou isso não foi o Antagonista, foi a Folha. O Antagonista simplesmente replicou. Então, capitão, eu não plantei nada em lugar nenhum, tá? Abraço".

Para Bolsonaro, o fato de Bebianno ter dito que manteve contato com ele era o mesmo que “jogar no colo dele essa batata quente” das candidaturas laranjas do PSL: Aí é desonestidade e falta de caráter. Agora, todas as notas pregadas nesse sentido foram nesse sentido exatamente, então a Polícia Federal vai entrar no circuito, já entrou no circuito, pra apurar a verdade. Tudo bem, vamos ver daí? Quem deve paga, tá certo? Eu sei que você é dessa linha minha aí. Um abraço”, disse Bolsonaro.

Em resposta Bebianno disse que ele também não tem responsabilidade sobre o que chamam de “laranjal do PSL”, pois os repasses de recursos aos candidatos nos estados é responsabilidade das executivas partidárias estadual:

Se o Bivar [presidente do PSL em Pernambuco durante a eleição] escolheu candidata laranja, é um problema dele, político. E é um problema legal dela explicar o que ela fez com o dinheiro. Da minha parte, eu só repassei o dinheiro que me foi solicitado por escrito. (...) Eu tô vendo que o senhor está bem envenenado. Mas tudo bem, a minha consciência está tranquila, o meu papel foi limpo, continua sendo”.

Até o momento, o resultado de toda essa crise causada por ele mesmo foi uma derrota acachapante do governo na câmara, onde o decreto do vice presidente Hamilton Mourão sobre a transparência de informações públicas foi derrubado.

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