• Carlos Guglielmeli / Imagens: Reprodução

Referência mundial, ONG Programando o Futuro vai deixar Valparaíso


Em um comunicado à imprensa, a ONG Programando o Futuro, sediada em Valparaíso desde a sua fundação no ano 2.000, informou que está viabilizando junto a outros municípios do entorno e até com o Distrito Federal a transferência de sua sede e suas atividades.

A instituição reconhecida pela ONU como a melhor tecnologia de destinação do lixo eletrônico do mundo via deixar Valparaíso, segundo um de seus diretores fundador, Vilmar Simion, por entraves burocráticos para a obtenção de uma licença ambiental.

A tal licença estaria transitando na Secretaria de Meio Ambiente desde outubro de 2018 e a demora para resolver o assunto provocou o cancelamento de cinco parcerias nacionais e um prejuízo na casa do milhão de Reais.

O Jornal Opção do entorno apurou que técnicos da Secretaria de Meio Ambiente inicialmente travaram o licenciamento devido à divergências nas finalidades da entidade, descritas no termo de parceria com o município, o que teria ficado quatro meses no órgão público responsável para ser corrigido.

Vencido esse assunto, o problema passou a ser outro, os técnicos apontaram a possibilidade da contaminação do solo em uma área lateral de onde a entidade está sediada. Veja na foto abaixo o local em destaque:

Se a Programando o Futuro realmente for embora de Valparaíso, o primeiro impacto será a extinção de 30 postos de trabalho diretos e a interrupção da capacitação técnica de 700 alunos ativos neste te momento na Organização Não Governamental.

No longo prazo o prejuízo para a cidade pode ser medido pelo que a entidade produziu somente em Valparaíso nos últimos anos.

De 2014 à 2018, cerca de 200 empregos foram criados pela Programando na cidade, 3 mil valparaisenses foram capacitados, 240 ex-alunos fizeram estágios remunerados na instituição, algo em torno de 6,5 mil computadores foram doados, dos quais 400 para a administração pública municipal, a ONG evitou que aproximadamente 2,5 mil toneladas (equivalente a 200 carretas) de resíduos eletrônicos fossem parar nos mananciais e pagou quase R$ 100 mil em impostos locais.

A redação do Jornal Opção do Entorno tentou fazer contato com o Secretário de Meio Ambiente, Rafael Viana, para obter a versão do órgão sobre o assunto, mas até o fechamento desta publicação não recebeu retorno.

Edição 25/Apr/2019 - 23h36

Em resposta extemporânea aos questionamentos do Jornal Opção do Entorno, o secretário de meio ambiente de Valparaíso, Rafael Viana, informou que a Licença Ambiental requerida pela ONG Programando o Futuro não pode ser liberada porquê a descrição de suas atividades no Termo de Convênio ainda estão incompletas.

Rafael relatou ainda que o documento encontra-se na procuradoria do município, em análise.

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