• Carlos Guglielmeli

Contradição no depoimento de hacker põe dúvidas na real participação de Manuela D’Ávila e Glenn Gree


Em depoimento à Polícia Federal, o hacker Walter Delgatti Neto disse que procurou a ex-deputada e ex-candidata a vice-presidente na capa do PT, Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), no dia 12 de maio recente para pedir o contato do jornalista Glenn Greenwald do The Intercept.

Segundo Delgatti e declarações da própria Manuela, a conversa girou em torno de um material de interceptação que ele teria a oferecer ao jornalista. Conforme o que ambos disseram, a ex-parlamentar passou o contato de Glenn e os dois supostamente combinaram a entrega ocorrida no início de junho.

No mesmo depoimento o hacker também informou que o primeiro telefone invadido foi o do promotor Marcelo Zanin Bombardi de Araraquara (SP), por quem Delgatti foi denunciado em abril de 2017 e acabou condenado a dois anos de prisão pelos crimes de tráfico e falsificação.

À imprensa Bombardi informou que seu telefone deve ter sido invadido no 1º dia de junho, quando ele recebeu o SMS do aplicativo Telegram, relatado como premissa da técnica de hackeamento.

"Ele [Delgatti] disse que eu fui o primeiro a ser invadido e [que], a partir da invasão do meu smartphone, da minha conta de Telegram, teria acessado as demais contas, chegando a todas as autoridades. Mas eu não tenho nenhum SMS de março no meu telefone", disse o promotor.

Com essa informação, aumentam as suspeitas sobre o teor dos contatos feitos entre o hacker, a ex-candidata Manuela D’Ávila e o jornalista do The Intercept, pois, se a primeira invasão foi feita mesmo em junho, eles trataram na primeira quinzena de maio sobre um crime que ainda aconteceria, não sobre documentos com revelações de interesse público já existentes.

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