• Carlos Guglielmeli

Lêda Borges prevê um segundo semestre tenso na Alego


Nesta terça-feira (6), a deputada estadual Lêda Borges (PSDB) usou a tribuna da Alego (Assembleia Legislativa de Goiás) para alertar os colegas parlamentares para a gravidade dos assuntos que devem entrar em pauta até o fim deste ano.

Vamos enfrentar um semestre grave. Antes do recesso parlamentar, a Casa aprovou a adesão de Goiás ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Isto significa que muitas dificuldades serão enfrentadas. Muitas leis terão de ser criadas e alteradas. Muitas adaptações serão feitas e afetará servidores públicos e empresas como a Saneago”, avaliou Lêda Borges.

Tributaristas e analistas políticos são unânimes sobre o momento decisivo pelo que passa o Estado Goiás, principalmente na área econômica.

Nas últimas sessões antes do recesso parlamentar de julho, os deputados da base Caiadista aprovaram o ingresso goiano no RRF (Regime de Recuperação Fiscal) do governo federal e a única experiência que se tem dessa medida no país não apresenta bons resultados, pelo contrário.

A situação econômica de Goiás não é tão grave ao ponto de justificar essa medida drástica, dizem os pareceres do Tesouro Nacional que auditou as contas públicas do estado, mas o governador Ronaldo Caiado (DEM) e sua secretária de economia, a carioca Cristiane Schmidt, perseguem essa a todo custo.

O único estado brasileiro a entrar no RRF foi o Rio de Janeiro, que hoje está mais endividado e vive uma realidade de penúria econômica pior do que a que se encontrava antes.

Prevendo o que está por vir, Lêda Borges antecipou os embates futuros na Alego “o estado tem que atuar dentro do que está sob sua égide e responsabilidade. Nós, enquanto parlamentares, iremos cobrar atuação. Creio que os debates democráticos vão tomar esta Assembleia. A defesa dos servidores, a defesa das empresas, dos alunos e das rodovias, que continuam sucateadas. Penso que nosso pronunciamento e nossa luta é em defesa do povo goiano, em defesa da sociedade”, disse a parlamentar.

Entre outras coisas, se o governo federal aceitar a adesão de Goiás ao RRF, Caiado terá que que atender uma série de exigências do programa que vão do corte no orçamento de áreas sensíveis à economia na folha de pagamento com congelamento dos salários e exoneração de servidores, inclusive efetivos.

O cancelamento das políticas de incentivos fiscais, que já está acontecendo por convicção do governador Caiado, é outra exigência do Regime que traz consequências ruins para a sociedade. Isso faz o estado deixar de ser competitivo para atrair e até manter as empresas em seu território, gerando desemprego e recessão.

Mas não é só de RRF que as discussões vão se alimentar, em seu discurso a deputada valparaisense também denunciou, entre outras coisas, o retorno às aulas da rede pública estadual sem os repasses para a merenda escolar, e o descumprimento com os programas sociais.

Deputados devem atuar em defesa dos goianos e não de um governo” disse Lêda Borges, cobrando um posicionamento dos colegas deputados contra as situações que considerou "graves".

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