• Carlos Guglielmeli

Alemanha anuncia o congelamento das doações para preservação da floresta amazônica e põe em risco ac


O ministério do meio ambiente alemão confirmou nesta segunda-feira (12) que vai congelar os investimentos de algo em torno de R$ 156 milhões em doações para projetos de preservação da floresta amazônica.

Ao contrário de alguns argumentos, as doações, tanto da Alemanha quanto da Noruega, são feitas diretamente a um banco estatal brasileiro e a sua aplicação é completamente definida por uma equipe específica do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), sem contrapartida além da manutenção do combata ao desmatamento amazônico.

A política do governo brasileiro na Amazônia gera dúvidas sobre se o país ainda busca uma redução consistente nas taxas de desmatamento”, afirma o comunicado que continua, “somente quando esta clareza for restaurada, a colaboração no projeto pode ser retomada”.

No domingo (11), o presidente Bolsonaro se antecipou e, segundo o Estadão, chegou a declarar que “Alemanha vai deixar de comprar à prestação a Amazônia” e completou dizendo que o Brasil não precisa dessa “grana”, que os alemães poderiam fazer bom proveito dele.

Porém, além do “congelamento” milionário de investimentos, essa decisão tende a gerar impactos no acordo recém assinado entre o Mercosul e a União Europeia após 10 anos de negociações.

Criado em 2008 como o maior projeto da história humana de cooperação internacional para preservação ambiental, o Fundo da Amazônia é outra política que deve sofrer alterações diante da controversa política bolsonarista para o meio ambiente.

Da perspectiva do Ministério Federal do Meio Ambiente, a participação da Alemanha no Fundo Amazônia também precisa ser revista” disse a ministra alemã, Svenja Schulze.


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