• Carlos Guglielmeli

Para justificar descontrole no desmatamento da Amazônia, Bolsonaro e seus seguidores atacam a Norueg


Após a Noruega suspender repasses ao Fundo da Amazônia devido o crescimento do desmatamento florestal na região, o país passou a ser alvo dos ataques do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PSL) e consequentemente dos seu seguidores.

O presidente da república não hesitou nem em publicar uma “Fake News” sobre a caça de baleias, que é permitida no país Nórdico. Na sua conta oficial no Twitter, Bolsonaro postou uma montagem que junta um vídeo do Jornal Nacional noticiando o corte e um outro mostrando uma matança dos animais marinhos.

"Veja a matança das baleias patrocinada pela Noruega", escreveu Bolsonaro na legenda do vídeo que mostra Baleias sendo encurraladas e mortas de maneira cruel numa praia.

As imagens são impactantes, a praia fica tingida de sangue, porém se trata de um vídeo gravado nas ilhas Faroé, arquipélago no Atlântico Norte pertencente a Dinamarca, local onde anualmente nativos promovem o que chamam de Grindadráp, uma espécie de dia de caça à baleia para abastecer suas necessidades paro o restante do ano.

Sobre Noruega, Bolsonaro e os bolsonaristas negam o fato de que o país permite a caça das baleias sob um rígido controle, que funciona e reduziu os barcos Baleeiros de 245 para 11 em todo o país.

Além da redução das embarcações permitidas à capturar as baleias, o Ministério do Clima e Meio Ambiente da Noruega só permite a captura de uma espécie desses animais, a Minke, que tem população estimada de até 245 mil, portanto fora de qualquer risco de extinção.

Diferente do que ocorre hoje no Brasil, na Noruega os organismos internacionais e não governamentais são incentivados a compartilhar o monitoramento da predação, para que ela se mantenha abaixo de 1,5% da população, afim de preservar além da espécie, o ecossistema.

Em Valparaíso de Goiás alguns ativistas do Bolsonarismo, que segundo eles transformaram suas redes sociais em comitês de defesa do governo, também compartilharam a Feke News, mantendo-as ativas mesmo após serem alertados de que se tratam de notícias falsas.


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