• Carlos Guglielmeli

Após um mês negando o problema, Bolsonaro toma atitude contra o desmatamento e as queimadas na Amazô


Após dizer que os dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), uma entidade respeitada mundialmente, eram mentirosos, de negar o aumento expressivo no desmatamento da Amazônia desde o início deste ano, desdenhar das doações milionárias feitas pela Noruega e Alemanha para preservação da floresta, entre outras, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) iniciou uma ação contra o problema que ele negava existir.

Neste domingo (25) as forças armadas brasileira foram enviadas à Região Norte com a missão de ajudar no combate às queimadas e ao desmatamento, que aumentaram este ano em relação aos anos anteriores.

Dois aviões Hércules C-130, que que já começaram a despejar milhares de litros de água sobre as chamas, chegou em Porto Velho, capital de Rondônia, em meio a uma densa fumaça provocada pelos incêndios.

Cerca de 43 mil soldados estão disponíveis para os nove estados que compõem a Amazônia Legal, dos quais sete já pediram a ajuda federal.

A reação do presidente Bolsonaro veio depois do endurecimento de Emmanuel Macron, presidente da França, que chegou a usar uma diplomacia semelhante a do brasileiro, chamando-o de mentiroso e ameaçando-o de retirar o apoio francês ao acordo de Livre Comércio entre União Europeia e Mercosul.

Na mesma linha, a Finlândia, que atualmente exerce a presidência rotativa da União Europeia, sugeriu o cancelamento da importação de carne bovina Brasileira para os países integrantes do Bloco Econômico, uma possibilidade desastrosa para a economia nacional.

Os incêndios e as reações do presidente Jair Bolsonaro tomaram conta das redes sociais e dos noticiários mundo afora, provocando reações indignadas de autoridades de diversos países e manifestações espalhadas por todo o planeta.

A crise ambiental na Amazônia acabou virando tema da reunião do G7, clube composto pelas sete maiores economias mundiais, que discutiram o assunto sem a presença de representantes do países amazônicos, deixando Bolsonaro indignado, acusando a iniciativa de “mentalidade colonialista”.

Por sua vez o presidente boliviano, Evo Morales, declarou no domingo que “qualquer ajuda é bem-vinda” para conter os incêndios que estão destruindo a floresta na região da Chiquitanía, na fronteira com o Brasil.

Os líderes do G7 concordaram em ajudar os países afetados pelas chamas “o mais rápido possível”, disse o presidente francês, Emmanuel Macron.


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