• Carlos Guglielmeli

Governo Bolsonaro se distancia do combate à corrupção e já busca soluções para a perda de apoio popu


Diante da debandada de bolsonaristas descontentes com a movimentação do governo contra o combate à corrupção, alguns influenciadores aliados do presidente estão propondo um cadastro da militância para tentar minimizar os danos por meio da mobilização quase que profissional.

O responsável pelo site Terça Livre, Allan Santos, divulgou na manhã desta segunda-feira (16) um formulário para esse cadastro, em resposta a convocação feita pelo teólogo político Olavo de Carvalho, na noite anterior.

A coisa mais urgente no Brasil é uma militância Bolsonarista organizada. Notem bem, não disse militância conservadora, nem militância liberal. A política não é uma luta de ideias, é uma luta de pessoas e grupos”, disse Olavo que completou, “tem que parar com essas concepções ideológicas gerais que não levam a parte alguma”.

Na contramão, a deputada Janaina Pascoal, também do PSL, criticou o chamado do guru dos Bolsonaros que dispensou questões morais, “Olavo de Carvalho acabou ontem”, escreveu ela no Twitter acusando-o de estar criando “O Imbecil Coletivo Bolsonarista” em alusão ao livro “O Imbecil Coletivo” escrito por Olavo em 1996.

"O filósofo que se consagrou por denunciar o Imbecil Coletivo do PT, quase criou um Imbecil Coletivo em torno de si mesmo e agora, pasmem, prega um Imbecil Coletivo Bolsonarista. Não vou criticar, quero apenas externar o meu profundo pesar", twittou Janaína.

Para que se tenha uma ideia da gravidade do momento, no final da semana anterior a senadora Selma Arruda disse em entrevista que vai deixar o partido do presidente, o PSL, para se filiar ao Podemos, acusando Flávio Bolsonaro de tê-la pressionado a retirar sua assinatura do pedido de instalação da CPI da Lava Toga, cujo o objetivo é investigar desvios no judiciários.

Os lavajatistas apontam a existência de um acordo entre os Bolsonaros e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, um dos principais alvos dos defensores da CPI.

Já na segunda-feira (16) a tensão aumentou ainda mais com a declaração do líder peesselista no Senado, o Senador Major Olímpio, que disse à Coluna do Estadão que é Flávio Bolsonaro quem deveria sair do partido.

Setores e personalidades importantes não políticas que apoiaram a eleição de Jair Bolsonaro também estão se afastando do governo por enxergar essas tentativas de interferir em órgãos de combate à corrupção como Receita Federal, Ministério Público, e Polícia Federal.

O MBL (Movimento Brasil Livre), o Vem Pra Rua, o cantor Lobão e o humorista Marcelo Madureira, entre outros, atribuem a interferência de Bolsonaro nestes órgãos de controle a uma tentativa de barrar as investigações contra Flávio e seus assessor Fabrício Queiroz.

Até o momento, o presidente Jair Bolsonaro vem se mantendo calado sobre essas situações.


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