• Carlos Guglielmeli

Serviços ruins e preços abusivos no fornecimento de água potável voltam a ser problema para os morad


Como se não bastassem os preços abusivos denunciados, os moradores do Parque Esplanada I precisam conviver com os buracos nas calçadas e nas ruas, abertos pela ANGLA, empresa fornecedora de água potável no bairro.

O Esplanada I é o único bairro em Valparaíso de Goiás que não conta com os serviços da Saneago, empresa estatal goiana de fornecimento de água potável e serviços como escoamento de águas pluviais, coleta e tratamento de esgoto em Goiás.

A cerca de dois anos os moradores da região protestaram contra a falta d’água pela qual estavam passando, mesmo com pagamento de preços, segundo eles abusivos, de R$ 7,20 o m³ de água e R$ 45,00 a taxa de religação, em caso de corte.

Hoje, pagando R$ 9,00 o m³ de água consumida e R$ 90,00 pela taxa de religação, valores reajustados respectivamente em 25% e 100% num intervalo de apenas dois anos, o bairro continua sem investimentos nem em serviços mínimos, como o concerto nos locais onde a empresa intervém, quanto mais na coleta e tratamento de esgoto.

São verdadeiras crateras”, disse o Sr. Geraldo, morador do bairro a 16 anos, sobre o buraco aberto pela ANGLA numa esquina da quadra S para um reparo e abandonado sem sinalização. “E o pior é que eles nos respondem com ironia quando a gente pergunta quando vão arrumar isso. Eles falaram que o prazo é indeterminado, que vai levar uns meses”.

Outro problema da ANGLA denunciado pelos usuários é a falta de um canal para comunicação de emergências 24 horas, obrigatório nesse tipo de serviço, “a poucas semanas nós vimos um vazamento aqui na minha quadra jorrando água limpinha o final de semana todo porque não tinha com quem falar. Tivemos que esperas o expediente deles (ANGLA) na segunda-feira para eles virem”, relatou a Sra. Maria Tereza que mora no local a 12 anos.

A ANGLA não tem a permissão da ANA (Agência Nacional de Águas) para explorar o lençol freático, e sua permanência na região se dá por uma liminar da justiça, pois a Saneago ajuizou o caso para assumir a operação no local, já que tem contrato de exclusividade para atendimento de toda Valparaíso.

Conforme Marco Túlio de Moura, morador de Valparaíso e ex executivo da Saneago, “a companhia está atenta à necessidade dessa comunidade e já vem lutando ao longo do tempo para assumir a operação no Esplanada I, mas tudo precisa ser feitos dentro dos ritos e dos prazos legais. Na hora que a justiça autorizar, a Saneago tem condições de continuar o serviço imediatamente, implantando todas as suas boas práticas”.

Na estatal, por exemplo, o valor cobrado por cada m³ de água potável até 10m³ consumidos, faixa de consumo médio por domicílio, é de R$ 4,44 e a taxa de religação custa R$ 15,60.

A redação do Jornal Opção do Entorno tentou obter respostas da ANGLA sobre as reclamações feitas pelos moradores, mas em ligação a atendente informou que não poderia responder aos questionamentos e que isso só seria possível diretamente com os proprietários da empresa, com quem não conseguiu contato.


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