• Carlos Guglielmeli

Irmã Dulce é canonizada no Vaticano e se torna Santa Dulce dos Pobres


Foto: El Pais

A beata brasileira Irmã Dulce (1914-1992) foi canonizada pelo papa Francisco, em cerimônia realizada no Vaticano neste domingo (13).

Com dois milagres reconhecidos pela Igreja Católica, a freira baiana se torna a primeira santa brasileira.

A cerimônia foi realizada na praça de São Pedro com a presença de um grande número de bispos, arcebispos e cardeais, além de vários religiosos e missionários brasileiros que participam do Sínodo para a Amazônia, ao longo de outubro no Vaticano.

Autoridades de cinco países, entre eles o vice-presidente Hamilton Mourão, que viajou representando o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, o presidente italiano Sergio Mattarella, o príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, entre outros.

Do Brasil, também foram à cerimônia os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, o procurador-geral da República, Augusto Aras, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e o ex-presidente José Sarney, que foi um político muito próximo de Irmã Dulce.

Além de Dulce, foram canonizados outros quatro beatos: o britânico John Henry Newman (1801-1890), a italiana Giuseppina Vannini (1859 -1911), a indiana Mariam Thresia Chiramel Mankidiyan (1876 -1926) e a suíça Marguerite Bays (1876 -1926).

"Anjo bom da Bahia"

Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, agora chamada Santa Dulce dos Pobres, nasceu em 1914 em Salvador, na Bahia, e dedicou sua vida a servir os pobres e os necessitados.

Após completar seus estudos superiores, ela ingressou na vida religiosa como noviça na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, ligada à Ordem dos Frades Menores, servindo como enfermeira e professora.

Em Salvador, desenvolveu um intenso trabalho social, tendo fundado hospitais de caridade e construído uma das maiores obras de assistência social gratuita do país. Conhecida como "anjo bom da Bahia", ela morreu em 1992, aos 77 anos.

"Irmã Dulce concretizou plenamente a sua ação caritativa com a fundação de uma associação de obras sociais e a construção de uma casa de acolhimento, o 'Albergue Santo Antônio'", diz o livreto sobre a cerimônia deste domingo.

"Sua caridade era maternal, carinhosa. A sua dedicação aos pobres tinha uma raiz sobrenatural e do Alto recebia forças e recursos para dar vida a uma maravilhosa atividade de serviço aos últimos."

O processo para a sua canonização teve início em janeiro de 2000, e seu primeiro milagre foi reconhecido em 2003 pelo Vaticano, durante o papado de João Paulo 2º.

Em 2001, orações em nome de Irmã Dulce teriam feito parar uma hemorragia em uma mulher na cidade de Itabaiana, em Sergipe. À época, Claudia Cristina dos Santos padecia há horas após dar à luz seu segundo filho.

Em 2009, Dulce recebeu o título de Venerável do papa Bento 16, tornando-se "Bem-aventurada Dulce dos Pobres". Em 2001, foi beatificada em uma cerimônia religiosa em Salvador.

Seu segundo milagre teria ocorrido em 2014, com a cura instantânea da cegueira do professor de música Jose Maurício Bragança Moreira, após 14 anos sem enxergar. Ele também participou da cerimônia neste domingo.

Na ocasião, sofrendo de conjuntivite e dor aguda nos olhos, o paciente teria clamado a Irmã Dulce por uma solução e, no dia seguinte, teria voltado a enxergar. Foi a ratificação desse milagre que permitiu a canonização da baiana.


Publicidade
Institucional do Novo Gama Mar2021 Retan
Institucional do Novo Gama Mar2021 Retan

press to zoom

press to zoom

press to zoom
Institucional do Novo Gama Mar2021 Retan
Institucional do Novo Gama Mar2021 Retan

press to zoom
1/3