• Carlos Guglielmeli

Shell terá que explicar barris encontrados no litoral do Nordeste


Foto: Carlos Ezequiel Vannoni /Agência Pixel Press / Estadão

O Ibama vai cobrar explicações da Shell sobre barris atrelados à empresa, encontrados no litoral do Nordeste.

A empresa de combustíveis a petróleo diz que os barris transportavam lubrificante e não têm relação com as manchas de óleo nas praias nordestinas. Porém, segundo o presidente do órgão de fiscalização ambiental, Eduardo Fortunato Bim, o Ibama vai pedir cópia do laudo técnico da Universidade Federal de Sergipe (UFS) sobre o material que foi encontrado nos barris que chegaram ao litoral do Estado. A apuração está relacionada as manchas que se espalham pelo mar na Região Nordeste.

Ao Estadão, a Marinha Brasileira informou que a o material encontrado nos barris da Shell não é compatível com o óleo que chegou nas praias do Nordeste.

Em investigações feitas pela Marinha e pela Petrobras encontraram petróleo com a mesma “assinatura” do óleo produzido pela Venezuela. Informação que já havia sido comunicada ao Ibama.

Ainda nesta semana anterior, a Petrobras afirmou que a análise feita no petróleo cru encontrado nos mais de 138 pontos do litoral brasileiro e nove estados, não é compatível com o material extraído pela estatal. A conclusão é feita com base em análises feitas em moléculas específicas das amostras.

Em nota, a Shell negou relação entre os barris e as manchas de óleo. "A Shell Brasil esclarece que o conteúdo original dos tambores localizados na Praia da Formosa, no Sergipe, não tem relação com o óleo cru encontrado em diferentes praias da costa brasileira. São tambores de óleo lubrificante para embarcações, produzido fora do país. O Ibama está ciente do caso", diz o texto.


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