• Carlos Guglielmeli

Lêda Borges propõe alterações em projeto do governo, para limitar a venda da Saneago e destinar o re


Durante a sessão plenária desta quarta-feira (23), a deputada Lêda Borges (PSDB) apresentou uma emenda modificativa ao Projeto de Lei 5920/19 de autoria da Governadoria do Estado, que originalmente prevê a venda de 49% da Saneago.

Quero dizer que a minha posição nunca foi contra o IPO (Oferta Pública Inicial), a minha posição é contra os 49% das ações (determinadas pelo governo para venda), não há necessidade, o meu papel é contra apenas 30% (do valor arrecadado) para que invista em saneamento”, defendeu Lêda Borges ao usar a tribuna da Alego (Assembleia Legislativa de Goiás)

A primeira modificação proposta pela deputada altera o art. 3º do projeto original. Lêda Borges sugere que 25% e não 49% das ações da Saneago sejam vendidas, garantindo assim uma margem de segurança no controle acionário da empresa pelo estado, mantendo 75% da corporação estatizada e 25% sob o comando da iniciativa privada.

Segundo o que disse a peessedebista, o tratamento dado à Saneado tem de ser diferenciado ao dispensado à CELG no passado, pois a estatal de saneamento e água é superavitária, tendo, por exemplo, dado um lucro líquido ao estado de R$ 158 milhões apenas em 2018.

O segundo ponto de modificação proposto por Lêda Borges é quanto a destinação do dinheiro arrecadado com a venda da corporação.

Além do que propôs o deputado Antônio Gomide (PT), que apresentou emenda destinando 30% do recurso arrecadado, a parlamentar valparaisense pretende determinar que 100% desse valor seja aplicado em obras de saneamento no estado.

Para completar, Lêda Borges também sugere proibir que o dinheiro recebido pela venda parcial da Sanego seja utilizado em despesas correntes do governo, como folha pagamento e juros, por exemplo. No projeto original o governo Caiado deixou essa destinação completamente em aberto, permitindo-o pulverizar o valor em rubricas vareadas, que podem não converter-se em benefício da população.

As emendas apresentadas se justificam para manter o equilíbrio econômico-financeiro da Saneago, garantir que o Estado seja o controlador da empresa com ao menos 75% das ações e assegurar que o recurso arrecadado com venda das ações seja destinado exclusivamente a investimentos em projetos de saneamento básico, buscando sua principal missão que é a universalização de água e esgoto”, defendeu Leda Borges.


Publicidade
Institucional do Novo Gama Mar2021 Retan
Institucional do Novo Gama Mar2021 Retan

press to zoom

press to zoom

press to zoom
Institucional do Novo Gama Mar2021 Retan
Institucional do Novo Gama Mar2021 Retan

press to zoom
1/3