• Carlos Guglielmeli

Polícia Federal vai investigar porteiro que mentiu sobre Bolsonaro


Foto: bemblogado.com.br

Atendendo ao pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal abriu um inquérito nesta quarta-feira (6) para investigar o depoimento prestado pelo porteiro do condomínio Vivendas da Barra, zona oeste do Rio de Janeiro, no âmbito do caso Marielle Franco.

No último dia 30, o procurador-geral da República, Augusto Aras, encaminhou ao MPF um ofício assinado pelo ministro Sergio Moro, que pedia a abertura de um inquérito para apurar se houve "tentativa de envolvimento indevido" do nome do presidente na investigação do caso Marielle Franco e Anderson Gomes.

O pedido do ministro da Justiça foi feito após a sugestão do presidente para que a Polícia Federal escutasse o porteiro novamente.

Moro apontou que haveria uma inconsistência no depoimento do porteiro do condomínio onde o presidente morava na época do crime, que "sugere possível equívoco na investigação conduzida no Rio de Janeiro".

Segundo reportagem exibida no Jornal Nacional, o funcionário afirmou à Polícia Civil que, às 17h10 de 14 de março de 2018 (horas antes do crime), um homem chamado Élcio, que seria Élcio Queiroz, um dos acusados pelo duplo homicídio, entrou no condomínio dirigindo um Renault Logan prata e afirmou que iria à casa 58, que pertence ao presidente Jair Bolsonaro. Ronnie Lessa, outro acusado pelo crime, morava na casa 56 do mesmo condomínio.

O porteiro chegou a afirmar que reconheceu a voz do presidente quando interfonou para pedir autorização da entrada de Élcio, “falei com o Sr. Jair. O Sr. Jair atendeu", disse ele em depoimento. Porém o então deputado, estava em Brasília, conforme images e registros da Câmara.


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