• Carlos Guglielmeli

Evo Morales renuncia à Presidência da Bolívia após acusações de fraudes nas eleições e protestos


O presidente da Bolívia, Evo Morales, renunciou neste domingo (10), ao cargo de Presidente da Bolívia, para o qual acabara de ser eleito para o seu 4º mandato consecutivo.

A 13 anos no poder, Morales vinha enfrentando protestos violentos motivados por denúncias de fraudes no pleito recente.

Segundo informações, o chefe das Forças Armadas Boliviana, general Williams Kaliman chegou a "sugerir" que Morales renunciasse “para evitar a escalada da violência e em nome da vida”.

Depois de quase três semanas de protestos populares contra o resultado que havia dado a Evo Morales um novo mandato até 2025, o presidente boliviano tentou arrefecer os ânimos de seus opositores anunciado na manhã do mesmo domingo novas eleições, mas a medida não surtiu o efeito desejado e foi considerada insuficiente pelas Forças Armadas, já que o comunicado não vinha com um calendário estabelecido.

"Houve um golpe cívico, político e policial. Meu pecado é ser indígena, líder sindical e plantador de coca", disse o agora ex-presidente boliviano, ao comunicar sua renuncia em um pronunciamento feito na televisão ao lado do seu então vice-presidente, Álvaro García Linera.

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PSL) comentou a renúncia de Morales voltando no assunto do voto impresso:

"Denúncias de fraudes nas eleições culminaram na renúncia do presidente Evo Morales. A lição que fica para nós é a necessidade, em nome da democracia e transparência, contagem de votos que possam ser auditados. O VOTO IMPRESSO é sinal de clareza para o Brasil!", disse ele.


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