• Carlos Guglielmeli

PSL decide suspender Eduardo Bolsonaro e mais 13 deputados das atividades partidárias


Ao contrário de expulsar, o que era o sonho de consumo de Eduardo Bolsonaro e dos deputados que querem deixar a legenda para aderir ao Aliança pelo Brasil, partido lançado pelo presidente Jair Bolsonaro, a executiva nacional do PSL decidiu suspender os parlamentares insurgentes.

Ao todo 18 deputados foram julgados pelo conselho de ética da legenda, desses 4 foram advertidos e os 14 restantes receberam a pena de suspensão das atividades partidária.

Sem efeito imediato, pois precisa ser referendada pelo Diretório Nacional, a punição pode afastar o filho do presidente da liderança do partido e todos os punidos ficam impedidos de ocupar comissões especiais no Congresso Nacional.

A notícia foi um banha de água fria em Eduardo Bolsonaro e nos outros deputados suspensos, pois a expulsão lhes cairia melhor, pois dessa forma eles ficariam livres para aderir ao Aliança pelo Brasil.

O abandono do grupo Bolsonarista ao PSL ocorre após divergências com o presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE).

A legenda deve receber algo próximo de R$ 1 bilhão em recursos públicos até 2022 e a intenção do grupo do presidente era afastar Bivar para poder dar as cartas na distribuição do dinheiro, porém a manobra não foi bem sucedida e obrigou Bolsonaro a sair da legenda.

Para fazer valer a medida punitiva, o Diretório Nacional do PSL deve deliberar sobre o assunto na próxima semana, mais provável que na quarta-feira 04 de dezembro.


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