• Carlos Guglielmeli

Na liderança no PSL na Câmara, Joice Hasselmann tira deputados Bolsonaristas da CPMI das Fake News


Na liderança no PSL na Câmara, Joice Hasselmann tira deputados Bolsonaristas da CPMI das Fake News

Na liderança do PSL na Câmara, deputada Joice Hasselmann (SP), derrubou a "defesa" do presidente Bolsonaro, da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga as chamadas fake news.

Em ofício encaminhado na quarta-feira, 11, ao colegiado, Joice retirou quatro deputados bolsonaristas da comissão: Filipe Barros (PR), Caroline de Toni (SC), Carla Zambelli (SP) e Carlos Jordy (RJ), os mesmos que rivalizaram com Joice quando a deputada prestou depoimento na CPMI, no último dia 4.

Houve episódios de bate-boca, acusações sobre atividades fora da vida parlamentar, xingamentos e exposição de conversas privadas. Com Carla Zambelli, Joice afirmou que o presidente da República queria saber se a colega trabalhou como prostituta na Espanha.

Para o lugar dos quatro, que desde a instalação da CPMI, em setembro, defendiam fortemente o presidente Jair Bolsonaro na comissão, a líder do PSL colocou quatro deputados próximos a ela: Delegado Waldir (GO), Nereu Crispim (RS), Professora Dayane Pimentel (BA) e Julian Lemos (PB).

Os quatro novos membros da comissão são próximos ao presidente nacional do PSL, Luciano Bivar (SP), que rompeu com Bolsonaro.

Hasselmann corre o risco de perder a liderança do partido na Câmara, pois uma liminar da 4ª Vara Civil de Brasília derrubou a decisão do diretório nacional do PSL de suspender o deputado Eduardo Bolsonaro, que ocupava a liderança antes de Joice, e outros 13 parlamentares das atividades político-partidárias.

Mesmo que perca a liderança, as indicações de Joice para a comissão continuam válidas. Nesse caso, um novo líder poderia reverter as mudanças.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), garantiu o funcionamento da CPMI ao menos até abril de 2020.

A comissão considerada como um "calcanhar de Aquiles" para Bolsonaro cogita chamar integrantes do chamado "gabinete do ódio" e até o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente da República, para prestar depoimento.


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