• Carlos Guglielmeli

Após ameaça de veto do presidente, congresso recua e acordam um fundo eleitoral de R$ 2 bilhões


O congresso chegou a tentar engordar os recursos públicos destinados à campanha eleitoral no próximo ano com quase 100% de acréscimo em relação ao previsto pelo PLO (Projeto de Lei Orçamentária) enviado pelo governo, mas o presidente ameaçou vetar a ideia e depois de muito vai e vem, os parlamentares parecem ter decidido recuar.

Domingos Neto (PSD-CE), relator do Orçamento, disse nesta segunda feira que manterá o valor enviado pela equipe econômica do presidente Bolsonaro, “O valor ficou em R$ 2 bilhões. É um valor de consenso”, afirmou ele.

Terça-feira passada, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), se reuniu com dirigentes partidários e apresentou uma proposta de R$ 2,5 bilhões, que segundo ele agradaria o presidente, mas ao saber dessa “conversa” Bolsonaro foi ao Twitter dizer que não tinha “enviado recado ao Congresso”.

Boa parte desses líderes de partidos, entre eles do PP, MDB, PTB, PT, PSL, PL, PSD, PSB, Republicanos, PSDB, PDT, DEM e Solidariedade, assinaram um manifesto para aumentar a verba, mas agora passaram a preferir a manutenção dos R$ 2 bilhões e não entrar em confronto com o presidente.


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