• Carlos Guglielmeli

Mesmo com o protesto de Lêda Borges e outros, base Caiadista na Alego aprova privatizações em 1ª vot


Foi aprovada em 1ª votação nesta terça-feira (17) o PL (Projeto de Lei) enviado pela governadoria do estado à Alego (Assembleia Legislativa de Goiá) que autoriza a privatização de algumas estatais goianas.

A poucos dias de completar um ano ou 25% do seu mandato, o governo Ronaldo Caiado ainda persegue a adesão ao RRF (Regime de Recuperação Fiscal) da União, como única alternativa para sanar o déficit orçamentário estadual, e as privatizações das estatais então entre as exigências do Tesouro Nacional para o enquadramento goiano no programa.

Entre as empresas autorizadas a serem privatizadas, estão a Celg Geração e Transmissão (Gelg GT), a Agência Goiana de Gás (GoiásGás), Goiás Telecomunicações (Goiás Telecom), a Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego) e a Metrobus.

Para a deputada Lêda Borges (PSDB) o projeto do governo é irresponsável e incoerente, pois no caso, por exemplo, do Iquego, a estatal é responsável por produzir medicamentos adquiridos pelas prefeituras para atender reposições emergenciais ou manutenção de estoques de maneira, desburocratizada, rápida, e barata.

Não souberam trabalhar a Iquego. Ela produz medicamentos a custo baixo onde as prefeituras podem adquirir medicamentos para a rede de saúde, sem precisar de licitação e por preços baixíssimos”, afirmou a deputada, que reforçou, “Está faltando gestão”.

Sobre a incoerência do projeto, Lêda Borges lembrou que simultânea à intenção de privatizar a Celg GT, o governo Caiado tenta estatizar a parte da empresa, vendida para a Enel Distribuição, “O Governo quer encampar a Enel e privatizar a Celg GT? Eu não entendo”, questionou a parlamentar.

Outra privatização questionada por diversos setores da sociedade é a de transportes público de passageiros Metrobus, considerada uma reguladora do segmento na região metropolitana da capital Goiânia, “Não sou contra as privatizações, mas saneamento básico, a energia e outros serviços, como transporte, por exemplo, não podemos privatizar”, alertou Lêda Borges.

Com as privatizações, além de atender os requisitos para adesão ao RRF, o governo Caiado pretende arrecadar R$ 1,5 bilhão e evitar R$ 100 milhões de repasses anuais para as estatais.


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